Viagem de Bike

Caminho da Fé – 4ª Etapa – Andradas / Ouro Fino

30 de julho de 2018

No Caminho da Fé – 4ª Etapa

Andradas /Serra dos Lima/ Barra /Crisólia / Ouro Fino

Saímos de Andradas já sabendo, que o que viria a partir dali, não seria nada fácil – no trajeto de hoje teríamos que enfrentar Serra dos Limas.

Antes paramos na Vinícola Casa Geraldo. A produção e a história da vinícola passa de geração para geração. A família de imigrantes italianos que encheu suas malas na Itália de sonhos e desejos chegou ao Brasil com muito pouco nos bolsos, mas com muita vontade e amor no coração. Valeu a pena parar e visitar o lugar.

Sul da França de bike

Sul da França de bike

Sul da França de bike

Sul da França de bike

Depois de alguns quilômetros de deixarmos à vinícola entramos em uma estrada de terra e finalmente chegamos ao pé da Serra dos Lima. Começamos a subir a serra – trecho asfaltado. O peso da minha bike, ou melhor, a minha bike, mais o bagageiro tornava a missão árdua. Era um esforço enorme empurrá-la ladeira acima. E olha que eu já havia pedalado muito por ai afora com alforjes. A Tereza não tinha experiência de pedalar com alforjes, mas seguia firme e forte. 

Sul da França de bike

Claro que fomos parando e andando. Depois de quase duas horas, finalmente conseguimos vencer a Serra dos Lima (3,5km). Mas quando chegamos ao topo, todo o perrengue foi esquecido diante da vista que a altura proporcionava. Esplendida!!!!! O céu claro permitiu um vista inesquecível.

Sul da França de bike

Sul da França de bike

Sul da França de bike

No caminho encontramos uma árvore de jatobá com frutos.

Fizemos uma parada para aprecia-las.Logo passou por nós o terceiro peregrino que encontramos no caminho – Flavio – um jovem que optou percorrer o caminho em busca da tranquilidade e da natureza, com o objetivo de se recompor do stress causado pelo trabalho.

Sul da França de bike

Sul da França de bike

Mais alguns quilômetros à frente chegamos à pousada da D. Natalina. A parada foi para deixar o abraço encomendado pelos ciclistas de Araçatuba e claro, comer!!!!D. Natalina não estava esperando por nós, mas foi logo fritando um ovo e preparando uma marmita. Ela nos recebeu muito bem. Na pousada encontramos novamente os peregrinos Flavio, Diego e Alexandre – que já estavam de saída. Ficamos o tempo suficiente para o almoço, um cafezinho e um dedo de prosa. 

Analisamos nosso mapa e decidimos seguir ate Ouro Fino.

Da Pousada da Dona Natalina até lá seriam mais 26 km. Seguimos e fizemos mais duas paradas. A primeira em Barra – passamos pelo Bar do Constatino, e uma a placa em frente me chamou a atenção, dizia: “O caminho é o que importa, não o seu fim. Se viajar depressa demais vai perder aquilo que te fez viajar”.

Identifiquei-me muito com a frase (acredito fortemente nisso) então parei para fotografa-la, conversar com o Constatino e aproveitar para carimbar as credenciais. Ele nos alertou sobre a próxima subida: vocês vão encontrar uma forte subida, um quilometro apenas, mas forte. Encaramos!!!!Nós já havíamos acostumados a subir e descer montanhas.

A próxima parada foi Crisólia, e de lá, mais seis km a frente estava Ouro Fino. 

Já era 17h quando chegamos e fomos recebidas, logo na entrada da cidade, por um dos monumentos mais esquisito que vi na vida. É engraçado ver o imenso monumento: O Menino da Porteira. (um pouco exagerado, em minha opinião).Sul da França de bike

Paramos para a tradicional foto e seguimos para o centro em busca de hospedagem. A cidade me decepcionou um pouco, esperava mais. Um trânsito louco e comercio para todos os lados. Perguntamos para um morador local e ele nos indicou a Pousada Dom Pablo. Perfeita!!!!!!! Eles possuem dois tipos de acomodações em prédios separados, um mais simples (a única vaga era um quarto claustrofóbico, muito,muito pequeno) e outra em um casarão antigo todo reformulada, muito charmoso. Optamos por ele.

Sul da França de bike

Depois de nos acomodar fomos jantar no Restaurante Dom Pablo. (mesmo proprietário da pousada) O restaurante super charmoso, aconchegante.Só esquecemos que como era dia dos namorados estava com reservas quase completa.

Mas o garçom nos providenciou uma mesa, toda decorada com pétalas de rosa vermelha, vela etc. Quando nos sentamos ele ainda perguntou “querem que eu acenda as velas”. Eu e a Tereza não contemos a gargalha. Foi ótimo!!!!!

Deixamos para visitar a catedral da cidade na manhã seguinte.

 Clique aqui 5ª Etapa

 

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