Viagem de Bike

Caminho da Fé – 5ª Etapa -Ouro Fino / Borda da Mata

30 de julho de 2018

No Caminho da Fé – 5ª Etapa

Ouro Fino / Inconfidentes/ Borda da Mata

Antes de deixarmos a cidade de Ouro Fino visitamos a Igreja Matriz de São Francisco de Paula, uma das paróquias mais antigas de Minas Gerais. Sua construção teve inicio em 1927, substituindo uma rústica capela erguida em homenagem a São Francisco de Paula, por volta de 1746, que deu origem ao município. A igreja apresenta uma mescla de estilos da arquitetura religiosa, com predominância do estilo romântico e alguns elementos do gótico francês.

Sul da França de bike

 

Após a visita a matriz, saímos  de Ouro Fino, seguindo religiosamente  as setas amarelas indicativas do CAMINHO DA FÉ, pegamos a Estrada dos Santos Negros em direção ao município de Inconfidentes, não demoramos nem 2 horas para chegar ao Bar do Maurão. São apenas 10 Km de distância. 

Sul da França de bike

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O Maurão é um personagem conhecidíssimo no Caminho da Fé. Já fez a peregrinação até Aparecida varias vezes, a primeira a 20 anos atrás. É uma pessoa carismática e de bem com a vida. Assim que chegamos já fomos recebidas com um sonoro “bom dia”. Sua esposa também apareceu para nos conhecer. Ficamos ali o tempo suficiente para ouvir as estórias do Maurão e tomar um cafezinho.

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Inconfidente

É conhecida como a capital Nacional do Crochê. Na avenida principal estão dispostas lojas e mais lojas de crochê. A Tereza é uma apaixonada por essa arte, então claro, entramos em algumas lojas para apreciar.

Sul da França de bike

Quando estávamos parando para visitar a ultima loja, um jovem pronto para entrar em seu carro, parou quando nos vi nas bikes e seus alforjes. Ele perguntou a nós se estávamos fazendo o Caminho da Fé, diante da afirmativa, veio à pergunta seguinte: quantos anos vocês tem? Respondemos, e ai ele voltou uma frase que adoramos: 122 anos em duas bikes!!!!!!! Fazendo o caminho da Fé???? Isso é Demais!!!!. Ele desistiu de entrar do carro, nos acompanhou até a loja e contou eufórico a todos, a nossa proeza. Prometeu que seguiria nosso exemplo.

Seguimos e logo na saída da cidade pegamos a rodovia. Um trecho bem perigoso para pedalar, com acostamento precário e um tráfego intenso de caminhões e veículos. Demorou um pouquinho e percebemos que algo estava errado. Não fazia sentido o Caminho da Fé seguir por uma rodovia tão movimentada. Paramos e esperamos alguém passar para confirmar – sim estávamos erradas. A entrada para uma estrada de terra havia ficado 1 km atrás. Voltamos ainda bem que o trecho na estrada foi curto. Seguimos no caminho certo…

Sul da França de bike

Sul da França de bike

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A partir dali, já descendo, entramos em uma estrada bucólica, cercada por altos pés de eucaliptos, que aos poucos se transformou numa mata cerrada.

Na verdade, nós estávamos atravessando um local chamado “córrego da onça”, ali foi possível curtir a natureza em toda a sua plenitude, ouvindo o barulho das águas e pássaros cantando.  O legal é que a Tereza conhece muito sobre arvores e flores e ela ia nomeando-as para mim. O lugar foi um convite para uma parada e aproveitar uma pequena cachoeira.

Sul da França de bike

Não demorou e atravessamos a divisa dos municípios, deixando Inconfidentes, para adentrar ao de Borda da Mata.

Seguindo pelo Caminho da Fé ,chegamos a Borda da Mata por volta das 14h30min,

Seguimos direto para a praça da cidade, em busca de um local para o almoço. Almoçamos no restaurante Casarão que fica próximo à igreja e a praça central. Aproveitamos para visitar a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. 

Sul da França de bike

O tempo durante o percurso foi ficando com nuvens carregadas e escuras estava ameaçando chuva, então decidimos pernoitar na cidade. Conferimos a relação de hospedagem fornecida pela associação e optamos pelo Hotel Village. Foi uma boa escolha. Lá conhecemos o Samir, que nos recebeu muito bem. Ele nos contou um pouco como seria o próximo trecho até chegar a Estiva – teríamos que enfrentar a Serra do Caçador.  Nós estávamos com os alforjes deste o inicio do percurso e a essa altura 10 kg já estava dando a sensação de 20kg. Foi então que tive a idéia de perguntar ao Samir se era possível encontrar alguém que pudesse levar nossos alforjes até Estiva. Prontamente ele ligou para o Mateus – um motoboy, que aceitou a proposta. Foi um alivio saber que no dia seguinte enfrentaríamos a serra sem peso.

Clique aqui para 6ª Etapa

 

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2 Comments

  • Reply Túlio Pereira 1 de agosto de 2018 at 23:12

    Que lindo o relato e as fotos da viagem de vocês. Vou fazer o caminho daqui algumas semanas e estou pegando muitas dicas nos textos. Quanta inspiração! Ansioso para ler os próximos posts. Abraço e fiquem com Deus!

    • Reply Vera Marques 3 de agosto de 2018 at 10:26

      Muito Obrigado!!!Compartilhar é um prazer. Bom caminho para voce.

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