Viagem de Bike

Caminho da Fé – 8ª Etapa – CantaGalo / Campos de Jordão

30 de julho de 2018

No Caminho da Fé – 8ª Etapa

CantaGalo / Luminosa / Campista /Campos do Jordão

Café da manhã tomado, alforjes nos bagageiros, era hora de seguirmos no Caminho. Hoje vamos finalmente passar pela pequena cidade de Luminosa e seguir pela Serra acima.

Sul da França de bike

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Subindo a serra a paisagem muda,a visão do alto da montanha é indescritível. Algumas araucárias aparecem em torno da estrada, passamos por uma placa de divisa de estado entre SP e MG descemos para Luminosa, na descida, paradas para fotos foi inevitável, o lugar é lindo com muitas montanhas e avista do vilarejo em meio a um vale é incrível! . Dali dava para ver a imponente serra depois da cidade, onde teríamos que subir.

Chegamos a Luminosa – Distrito de Brazópolis, uma cidadezinha pacata no meio do nada cercada por muito verde e transpirando vida na sua essência. Vê-se que não mudou quase nada desde a sua criação na década de 1930 com o nome de Candelária. Em 1943 passou a ser chamada de Luminosa em homenagem a Nossa Senhora das Candeias.

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Depois de carimbar a credencial na pousada (queríamos ter o carimbo de todos os locais por que passávamos) saímos para mais um difícil trecho, a “subida da Luminosa”. Era o começo da maior subia do Caminho da Fé. Nesse percurso de 16 km, a gente sai de 800m de altitude e chega a 1.600m, aproximadamente. Subindo e subindo!

Aproximadamente 4 km após Luminosa, ainda no pé da serra, chegamos à Pousada da Dona Inês, foi uma parada estratégica.

Sul da França de bike

 

D. Inês e Sr. Zezinho são muito simpáticos e acolhedores. Mantem sempre um cacho de banana e água para aqueles que ali passam. Conversamos um pouco e ela nos alertou que ainda tinha um bom trecho de serra acima, eque há 2, 5 km dai havia um bar. 

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Realmente a serra da Luminosa foi à parte mais difícil, mas também a mais bela e mágica. A estrada, além de íngreme e cheia de pedras soltas, tem muitas curvas, buracos formados por erosões, mas as vistas que tínhamos do alto eram simplesmente de encher os olhos e lavar a alma. O resumo é que, sim, nós empurramos as a bicicleta, mas estranhamente sem sofrimento. Ao contrário, com uma leveza e com uma alegria que nem eu consigo entender.

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Conforme tinha nos dito D. Inês 2,5 km depois encontramos o Restaurante Oasis – um lugar localizado de forma bem estratégica, inaugurado recentemente. O nome  cabe muito bem ao local . Pessoas acolhedoras, um bom café e pasteis de dar água na boca. Lá quando fui carimbar nossas credenciais percebi  que havia esquecido as mesmas na Dona  Inês. Voltar para busca-las estava fora de cogitação, mas não queríamos ficar sem elas. Enquanto pensávamos em uma solução, um Sr.que estava lá se ofereceu para busca-las de moto. Foi demais!

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Após muita subida chegamos à pousada Barão Montês.  

Fomos recebidos pelo o Marcio antigo proprietário. Um lugar bacana e muito bonito, a casa que hospeda os peregrinos é de madeira dando um charme especial ao local, e é o ponto mais alto de todo o caminho da fé, com mais de 1850 m de altitude. Almoçamos ali, descansamos um pouco e seguimos pelo asfalto até Campista, um bairro afastado da cidade, numa descida vertiginosa e perigosa, pois há muito trânsito de automóveis pela rodovia, que não tem acostamento e em alguns trechos nos deparamos com muita neblina.

Chegamos a Campista um pouco depois da 15h , tínhamos intenção de pernoitar ali.  Então paramos na Pousada da Rose.Conversando, ela comentou que conseguiríamos sair dali e chegar antes das 17hs em Campos de Jordão. Isso nos encorajou a seguir em frente. Foi um erro!!!

Da pousada, saímos do asfalto para pegar uma estradinha de terra novamente, em aclive. O problema foi que a neblina que havia se dissipado, voltou forte, a temperatura caiu muito, na noite anterior havia chovido – o terreno em boa parte estava muito molhado e escorregadio e o dia foi virando noite,ou seja, foram os piores 16 km de todo o percurso do Caminho.

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Nem a Serra da Luminosa foi tão difícil -percebi ai, que o conceito de difícil é muito subjetivo -, as condições climáticas pode tornar tudo mais árduo. Eu particularmente fiquei muito tensa. É sabido que no alto da serra a temperatura cai bruscamente podendo causar hipotermia. Eu só queria que aqueles últimos quilômetros terminassem logo. Mas só nos restava seguir as flechas amarelas e acompanhar a contagem regressiva das placas de sinalização.

Enfim chegamos a Campos de Jordão.

com os termômetros na cidade marcando 7 graus (imagina quanto estava no alto da serra) e já noite (18hs) tudo o que queríamos era comer e achar um lugar para dormir. Estávamos geladas – apesar de agasalhadas, sujas, tênis cheio de barro. Sábado à noite em Campos de Jordão (quem conhece sabe…) Entramos em uma rua cheia de restaurantes bacanas e vimos uma cantina onde poderíamos deixar as bikes  ao alcance da nossa visão. Não tive dúvidas, pedi licença ao garçom e entramos para comer do jeito que estamos. Um bom vinho, uma sopa e uma boa massa completaram o dia. Dai, foi só encontrar um hotel pelo www.booking.com e descansar. Ficamos na Pousada da Lua .

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