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Caminho Francês de Santiago de Compostela -14ª Etapa

16 de agosto de 2018

No Caminho Francês de Santiago de Compostela

14ª Etapa

Portomarín / Gonzar / Castromaior / Hospital da Cruz / Ventas de Narón / Ligonde / Eireche / Lestedo / Palas de rei / Carballal / San Julián del Camino / Ponte Campaña / Casanova / Leboreiro / Furelos / Melide / Boente / Castañeda / Ribadiso de Abajo /  Arzúa

Total -58,8km

Saí de Portamarín com a cidade coberta por uma forte neblina. Estava começando minha 14ª etapa, ainda não acreditando que faltava pouco para finalizar minha jornada.

Passei por Gonzar e Castromaior, Hospital da Cruz, e em seguida, Ventas de Narón. Esse é o lugar onde, logo após o túmulo de Santiago ter sido descoberto em 820, as tropas cristãs derrotaram o emir de Córdoba.

Passei por Ligonde cheguei a Eireche,nome galego que significa Igreja.

Segui para Palas de Rei (do latim Pallatium Regis, “palácio do rei”) uma pequena cidade marcada como o fim da penúltima etapa no Codex Calixtinus. Tem como atrações a Igreja de San Tirso do século XII e o Castelo de Pambre, construído em 1375. Este último fica mais afastado, então desisti de visitá-lo. Diz-se que a famosa Rainha do século 9, Doña Urraca, também foi uma moradora do local.

Fui deixando para trás Ponte Campaña,Casanova, Campanilla. Até chegar a  Leboreiro – o primeiro assentamento da província La Coruña.

Visitei a pequena igreja de Santa Maria e segui pedalando até chegar a pequena aldeia de Furelo situada no vale do Rio de mesmo nome e sua atração principal é a ponte medieval com quatro arcos. O próximo destino foi Melide

Em Melide há a união de dois caminhos: o Francês com o Primitivo. A história de Melide sempre foi ligada a Santiago de Compostela e à peregrinação. Na verdade, esta é uma das razões pelas quais a cidade existe.

Em 1320, o Arcebispo de Santiago concedeu vários privilégios à cidade. Entre outros, ela poderia construir um castelo, fortalecer a área de paredes e cobrar impostos de carga.

Visitei a Iglesia de San Antonio, a Puerta Románica de San Roque e a Iglesia de Santa María y San Pedro.

E antes de chegar a Arzua – meu destino final para essa etapa – passei por Bente, Ribadiso de Abajo, que possui inúmeras casas típicas com xisto da região. A região é linda e as placas indicando a proximidade com Santiago me deixava eufórica.

Em Arzua novamente dois caminhos se encontram: O Caminho del Norte e o Caminho Francês.

Fiz reserva em um hotel rural afastado 9 km. Havia lido a respeito e me encantei com o lugar. O Sr. Lucas, proprietário, foi me buscar em Arzua; havia combinado com ele um encontro na oficina de turismo. Chegar até sua propriedade de bike não era indicado.

O hotel superou minhas expectativas. Uma linda casa de pedra, construída no séc. XVII.

A casa pertence à família a cinco gerações. Sr. Lucas e a família me receberam com muito carinho. O lugar é cheio de charme.

A calma do lugar e o acolhimento da família fez com que eu conseguisse conter a ansiedade para seguir no dia seguinte : o meu ultimo dia no Caminho de Santiago.

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