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Caminho Francês de Santiago de Compostela – 8ª Etapa 

16 de agosto de 2018

No Caminho Francês de Santiago de Compostela 

 8ªEtapa 

Problación de Campos / Revenga de Campos / Villarmentero de Campos / Villalcázar de Sirga / Carrión de Los Condes / Calzadilla de La Cueza  / Ledigos / Terradillo de los Templarios / Moratinos / San Nicolás de Real Camino / Sahagún

Total -58,7km

A neblina dá uma certa imprecisão, paisagem fica sem definição, mas é lindo também!

Eu gosto do clima de mistério que a neblina tem.

A neblina me acompanhou por uns vinte quilômetros, mas fui privilegiada porque esse é um trecho que os peregrinos denominam de “andadero” fica ao do lado da “carretera”; então segui pelo asfalto do lado deles. Apesar da neblina, sentia-me tranquila e animada.

Passei por Revenga de Campos, Villarmentero de Campos e Villalcázar de Sirga, que por muito tempo pertenceu à Ordem dos Templários. E cheguei a Carrión de los Condes.

Entrando em Carrión os peregrinos são recebidos nos edifícios da Ermida da Misericórdia e do Convento de Santa Clara, recentemente restaurado.

Das seis igrejas que ainda estão prestando serviços, a de Santa María del Camino e a  de Santiago são as mais proeminentes.

No caminho entre Carrión e Calzadilla de La Cueza encontrei muitos peregrinos. Devagar a neblina foi se dissipando e nos presenteou com um lindo céu azul. 

A próxima cidade foi Lédigos,

localizada a partir de 54 km da capital. Doña Urraca, a Imperatriz de Leão e Castela, doou essa cidade para a Igreja de Compostela no século IX. Nessa aldeia, visitei a Paróquia do Apóstolo Santiago.

Mais alguns quilômetros vencidos, passei pela vila de Moratinos e visitei a Las Bodegas de Moratinos. No passado foram utilizadas estas pequenas cavernas no lado da colina para armazenamento de alimentos e produção de vinho.

San Nicolas de Real Caminho, a última aldeia da província de Palencia. Quando cheguei havia uma festa em homenagem à Padroeira do povoado. E eu, pude mais uma vez ter contato com a cultura local. A música, a roupa, a simpatia do povo me encantaram.

Pouco antes de entrar em Sahagún, passei pela Ermida da Virgen del Puente- uma construção do século XII, recentemente restaurada.

Sahagún é conhecida como a “capital românica dos pobres” por ter sido construída de barro em vez de pedra.  A cidade leva o nome de São Facundus (San Fagundo ou San Fagun, em espanhol).

A cidade detém numerosos exemplos de riqueza e desenvolvimento daquela época, como as igrejas de San Tirso (século XII) e San Lorenzo (século XIII), tanto de estilo românico-mudéjar, quanto de estilo neoclássico do Trinidad (do século XVI).

Em Sahágun fiquei hospedada no Albergue de Peregrinos Municipal Cluny, que funciona onde era a antiga abadia da Ordem de Cluny.

clique aqui 9ª Etapa

 

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