Viagem de Bike

Santiago de Compostela : Caminho Português da Costa de Bike : uma viagem solo

22 de Fevereiro de 2018

O Caminho   Português de Santiago  :  mais uma vez parti para uma viagem solo. E já foram várias. A primeira delas foi o Caminho Francês de Santiago de Compostela (relatada aqui). Percorrendo o Caminho Francês , tive que a certeza que uma viagem solo,quando bem planejada é para nós mulheres.

Um bom planejamento significa principalmente um trabalho de consciência e ambientação com a rota. Ler muito sobre o percurso, buscar informações e conhecer a experiência de outros ciclistas.

Estratégia que para mim funciona bem. Tento me familiarizar o máximo possível com o caminho antes de me “jogar sozinha” nele.

No site  http://www.caminhosantiagoviana.pt/ encontrei informações que me ajudaram muito no conhecimento sobre o percurso. Desde a história até os mapas.

Mas, como sou daqueles que ainda prefere os mapas impresso, a primeira coisa que fiz quando cheguei à cidade do Porto  foi ir até uma livraria Livraria Lello .

Lá encontrei dois guias que recomendo:  Mapas detalhados de John Brierley e o outro “Caminho Português de Santiago de Compostela – My Way” de Sergio Fonseca.

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 O livro e mapa que utilizei.

O Caminho Português 

O Caminho Português para Santiago faz parte de uma rede de itinerários seculares com destino ao túmulo do Apóstolo Santiago. Os portugueses sentem-se muito orgulhosos de ser, desde as origens o povo mais ligado à cultura do Caminho de Santiago, e de possuir uma grande variedade de rotas para encaminhar-se ao Apóstolo.

São três os caminhos que saem de Portugal  com destino a Santiago de Compostela :  Caminho Português Central, Caminho Português da Costa e  Caminho Português de Interior. Os mapas aqui expostos estão  no site   http:/www.caminhosantiagoviana.pt/ , e  estão aqui reproduzidos com a autorização da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago de Viana do Castelo. Agradeço muito!

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Mapa com os três percursos saindo de Portugal

O mais percorrido é o CAMINHO CENTRAL, que passa por Lisboa, Coimbra e o Porto. Sinalizados desde Lisboa com as  setas amarelas e, por vezes, com uma vieira amarela sobre fundo azul, o símbolo oficial.

O CAMINHO DE BRAGA faz a união com o Caminho Central na Vila de Ponte de Lima.  Há alguns aspectos menos favoráveis, tais como alguns quilômetros a mais que o da Costa e menos albergues. Não é um percurso muito utilizado.

O CAMINHO PORTUGUÊS DA  COSTA deriva do Caminho Português Central, como uma alternativa de ligação à Galiza. Usando este caminho e a partir do território português era possível alcançar a Galiza através da travessia do Rio Minho, quer ela fosse feita ligando Caminha a “La Guarda” e “Baiona” ou seguindo o Rio Minho até Vila Nova de Cerveira e daí continuando para Valença e Tui.

Comparando com o Caminho Francês, o  Português da Costa tem o atrativo de começar em um país de língua portuguesa.

Além disso, como em todos os Caminhos de Santiago, ele está bem sinalizado com flechas amarelas, principalmente se a cidade de partida é o Porto.

E mais, é possível se deliciar com a culinária portuguesa e a alegria especial das pessoas.

Minha escolha : Caminho Português da Costa 

A ideia inicial era fazer o Caminho Central – o mais tradicional, saindo de Portugal, mas optei em fazer o Caminho Português da Costa. Mas havia terminado dias antes um pedal pela Costa do Alentejo e Algarve e estava simplesmente encantada com a costa portuguesa. O desejo de continuar beirando o mar foi decisivo.

 

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Mapa do Caminho Português da Costa

O Caminho da Costa, parte do Porto e segue passando por Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana do Castelo e Caminha.

Ganhou relevância durante a Idade Moderna e, sobretudo, a partir do século XVIII, sendo utilizado pelas populações costeiras e pelos que desembarcavam nos portos marítimos. Nesse período foi um dos eixos mais importantes para alcançar Santiago de Compostela.

Já na Galiza, desde A Guarda até Redondela (68 km de caminho monacal, o itinerário transcorre por: A Guarda, O Rosal, Oia, Baiona, Nigran, Vigo, Redondela) cruza com o caminho que vem de Tui. O itinerário completo desde o Porto até Santiago, passando por La Guardia e Vigo, é de cerca de 260 km.

O meu percurso foi de 7 dias de pedal e 360Km… Sim 100 km a mais, claro que com erros e acertos e sempre que tinha oportunidade explorava além!!!!

A Bike

Aluguei minha bike no site www.bicigrino.com.Todo o meu contato foi com Tomas Sanches através de e-mails e, conforme planejado, minha bike chegou onde havíamos combinado – Biclas & Triclas – Largo de Artur Arcos Rua da Arménia 30, R. Nova da Alfândega Porto, sem nenhum problema. Recebi a bike montada ,revisada e junto com ela a  Credencial do Peregrino: indispensável e exclusiva para quem percorre o Caminho.

O ponto de partida: Porto

Classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 1996, Porto é uma das cidades mais importantes da Península Ibérica. As suas origens remontam à Idade de Bronze (século VIII A.C.). Hoje é uma cidade dinâmica e voltada para o futuro, onde a modernidade e a tradição convivem em plena harmonia.

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Cidade do Porto

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Ponte de D. Luiz

Hospedagem na cidade do Porto : Gallery Hostel (super recomendo. Ma-ra-vi-lho-s0!).

Porto é uma cidade incrível e vale a pena reservar uns dois dias para explora-la antes de seguir pedalando. Foi o que fiz!

Apesar de já conhecê-la , revi todos os pontos interpresantes e principalmente a Catedral Sé do Porto .

A construção construção da catedral teve início no século XII e naturalmente sofreu diversas modificações ao longo dos séculos seguintes, especialmente no século XVIII.

Sua estrutura é, portanto uma amálgama, mas o seu estilo mais marcante é o barroco. Entretanto, a bela rosácea, bem como o claustro, ambos datando do século XIV, são os mesmos desde sua construção.

A Catedral da Sé do Porto está situada na parte alta da cidade. A entrada é gratuita.

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Catedral Sé do Porto

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Interior da Catedral – Altar Mor

Já para visitar o claustro, o ingresso custa 3 Euros.

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O Claustro da Sé

Depois de dois dias explorando a cidade , chegou a hora de seguir pedalando através do Caminho Português da Costa com destino a Santiago de Compostela

1º dia de pedal: Porto a Esposende- 80,70km ( com erros e acertos )

O Caminho Português da Costa inicia-se na Catedral Sé do Porto.  Me programei para sair logo nas primeiras horas da manhã. A Catedral só abre às 10hs,então no dia anterior  carimbei a minha credencial.

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Da Catedral da Sé para a Santiago de Compostela

Esta primeira etapa pode ser feita por dois percursos diferentes:o primeiro segue as sinalizações — o Caminho da Costa —, trecho que deriva do Caminho central, nesse percurso eu deveria procurar as indicações para Barcelos e pedalar pela área urbana do Porto. Mas pedalar pela área urbana não estava meus planos.

 A outra hipótese era seguir o caminho para Matosinhos e Leça da Palmeira até Vila do Conde e Póvoa de Varzim, pela orla (Senda Litoral), muitos portugueses com quem conversei sugeriram esse percurso. Então essa foi essa minha opção.

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Senda Litoral do Porto – Póvoa de Varzim – A caminho de Santiago de Compostela

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Farol Molhe do Douro – 1 etapa do caminho

Depois de Matosinhos atravessei uma ponte móvel e segui por uma ciclovia junto ao Porto de Leixões. 

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Ponte móvel de Leça

Pouco depois de Angeiras, o percurso segue literalmente pela praia, alguns trechos por passadiços de madeira em cima das dunas da praia.

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A Capela da Boa Nova

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Obelisco da Memória – Praia da Memória

Chegando a Vila do Conde, logo na entrada avistei o “cartão de visita” da cidade : o Convento de Santa Clara.

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O Convento de Santa Clara

A partir daí o percurso é muito simples e segue pela ciclovia que liga à Póvoa de Varzim.

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Passei por uma pequena cidade –Fão, e fui privilegiada com uma festa local.

Segui rumo a Esposende – destino final do dia. Fui até capela da Misericórdia onde carimbei minha credencial . Fiquei hospedada no Hotel Suave Mar.

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A Igreja Matriz de Esposende

O percurso programado de 53 km, com erros e acertos e explorando tudo o que via terminou com 80,70km.

2º Dia de Pedal: Esposende a Vila Porto Âncora 56,46 KM

Logo pela manhã deixei a cidade. O caminho seguiu ao longo da EN 13, até chegar ao albergue de S. Miguel de Marinhas, onde parei para carimbar a credencial.

Em seguida por Belinho. Na pequena cidade  ainda era possível ver nas ruas os lindíssimos tapetes de flores (areia, vidro e outros materiais), feitos por onde passa a Procissão do Senhor dos Enfermos –  que se realizam todos os anos  no domingo seguinte à Páscoa.

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Na Freguesia de Antas, o Caminho Português da Costa segue junto aos muros graníticos das casas de Belinho, percorrendo a antiga via romana.

 

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caminho empedrado, um percurso difícil para pedalar

Passei por uma floresta com uma trilha difícil e estreita – em especial para quem vai com alforges até chegar às margens do rio Neiva.

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Monumento em pedra sobre o Caminho da Costa.

O percurso continua por uma trilha sinuosa e, pela ponte do Sebastião atravessando para outra margem onde se localiza Castelo de Neiva.

O caminho foi alternando entre pequenas localidades,montanhas e campos.

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Desci a serra local pelo acostamento da rodovia. Segui pela EN 13 até atingir o rio Lima e chegar a Viana do Castelo pela ponte Eiffel. Segui as setas amarelas que me levaram até a Sé Catedral de Viana, no centro histórico.

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Explorei a cidade, visitei os principais pontos de interesse. Depois,segui pedalando por uma das zonas mais bonitas do percurso. Passei por seculares caminhos empedrados e por quintas cercadas por altos muros que ladeiam o Caminho.

Segui por Areosa, Quinta Boa Viagem, Carreço passando por casas agrícolas, igrejas, capelas, até atravessar uma linha de trem e dai chegar a Afife. Segui por trilhas florestais em direção a Vila Praia de Âncora.

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Museu Paroquial de Vila Praia de Âncora

Chegando a Vila decidi pernoitar ali. Fiquei no Hotel Meira.

3º Dia De Pedal: Vila Porto Âncora a Guarda 46,30 km

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Vila Praia da Âncora

Deixei Vila Praia de Âncora logo pela manhã e segui em direção ao mar e logo encontrei uma ciclovia.

Depois da ciclovia o caminho foi por uma trilha e por um longo trecho fui acompanhando as  ovelhas , cabras e seus pastores.

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Pedalei por ela até que chegar centro de Caminha.

Uma pequena cidade medieval de fronteira situada na foz do rio Minho, onde várias batalhas foram travadas entre Portugal e Espanha.

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A pequena cidade de Caminha

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Rio Minho

A partir de Caminha há duas opções para seguir : a mais rápida e bonita é feita de barco ou  dar a volta pela ponte internacional em Vila Nova de Cerveira

Mas,  nem sempre há disponibilidade de barco e o percurso pela ponte   aumenta  em torno de 25 km e é  feito pela estrada N13.

Eu tinha tempo, nem busquei informações sobre o barco. Optei pela Vila Nova Cerveira e atravessei a ponte internacional (Ponte da Amizade) até Espanha, para chegar a A Guarda, do outro lado do Minho.

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Ponte internacional (Ponte da Amizade)

Esse trecho não esta sinalizado por ser um desvio devido à ausência de barco, mas é muito fácil de seguir. Depois de atravessar a ponte, tem uma rotatória e é só seguir em direção a Goián pela a estrada PO-552, que tem uma excelente ciclovia ao longo de praticamente todo o percurso, até chegar a A Guarda (Galícia) – à beira do Atlântico e do rio Minho, cidade que divide Portugal e Espanha.

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A Guarda – Espanha

Na cidade fiquei hospedada em um antigo monastério fundado em 1558 – Hotel Convento São Benedito – arquitetura maravilhosa e cheio de histórias (mais parecia um museu) . Programei-me para explorar a cidade a tarde  e na manhã seguinte subiria o Monte de Santa Tecla.

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Hotel Convento São Benedito – Monastério fundado em 1958

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a charmosa cidade de A Guarda

4º Dia de Pedal:  A Guarda a Baiona 42.30 Km

Pela manhã deixei meus alforges no hotel e segui para o Monte SantaTrega –vizinho a cidade da A Guarda  e a com uma altitude de 341m e com subidas forte.

Um lugar histórico muito curioso e importante principalmente pela comprovação da passagem dos celtas por aquela região.

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vista fantástica do Monte de Santa Trega

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A vista do Monte Santa Trega

No monte fica o Castro de Santa Trega – um sítio arqueológico, pertencente à cultura castreja.

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Sitio Arqueológico – Castro de Santa Trega

As ruínas celtas nos remetem ao passado e talvez expliquem como esta cultura ainda resiste forte na Galícia.

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Capela Monte Santa Trega

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Museu Arqueológico de Santa Trega

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Monte Santa Trega

A subida ao Monte Santa Trega foi fantástica!

De volta ao hotel peguei meus alforjes e segui sempre junto às costa e logo depois por uma ciclovia junto a PO-552, passando por  Oia, com o seu impressionante mosteiro.

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Caminho Português de Santiago

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Mosteiro de Santa María de Oia – Construído praticamente em cima do mar, desafia a bravura do Atlântico e o ímpeto das suas ondas.

De Oia até Mougas o caminho foi por uma estrada de terra e depois uma ciclovia.

Por entre praias, falésias e campos cultivados, vendo o mar batendo nas rochas o Caminho segue até a encosta do Cabo Silleiro para seguir em direção à cidade de Baiona.

Apesar do azul turquesa lindíssimo do mar, a costa é repleta de rochedos. Praticamente não existe praia e o vento é terrível! Difícil também, foi o som sibilante produzido pelo vento nos ouvidos, extremamente desagradável. Foram longos e penosos quilômetros pedalando contra o vento.

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Farol de Cabo Silleiro

Logo após o cabo Silleiro, foi possível ver as Ilhas Cies – pequeno arquipélago, que faz parte do  Parque Nacional Marítimo Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza.

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ao fundo – as Ilhas Cies – pequeno arquipélago

Segui pela ciclovia até a cidade de Baiona – destino final do dia.

Baiona é o que todo mundo espera encontrar de uma cidade histórica galega: casas de pedras ou granito, templos e igrejas seculares, cruzeiros e fontes nas praças, ruas estreitas de pedra, e  tudo isso gera um conjunto histórico dos mais harmoniosos e bem cuidados da Galícia.

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A Praia da Ribeira, além de possuir um mar deslumbrante, é nela que se tem as melhores vistas da Fortaleza, da cidade e da sua Marina

Fiquei hospedada no Hotel Pinzon.

5º Dia de Pedal:  Baiona a  Pontevedra  65 Km

De Baiona, segui paralelo à marina da cidade em direção ao cruzeiro da Santíssima Trindade até cruzar o rio Miñor, através da sua ponte medieval e assim chegar a Ramallosa.

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Ponte medieval de Ramallosa (Sec. XIII).

De Ramallosa a Vigo enfrentei duas fortes subidas e passei pelas Rías Baixas, onde o mar entra pelo rio ladeado por montanhas.

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Por entre bosques e pequenas aldeias, cheguei à cidade de Vigo,

entrando através do parque cidade (Parque Castrelos) e seguindo o rio Lagares. As setas me levaram ao centro da cidade com um transito movimentado e confuso. Por varias vezes na cidade pedi ajuda para reencontrar o caminho de volta. Vigo é uma cidade grande.

Depois de atravessar a área urbana da cidade, encontrei a Senda da Auga, um caminho que me levou até Redondela

De Vigo a Redondela também tem subida, mas nada tão difícil.

 A partir de Redondela o número de Peregrinos no Caminho aumenta muito, pois a partir dali o percurso é coincidente com o “Caminho Central”.

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De Redondela segui  até chegar a Ponte Sampaio e cruzar a ponte medieval sobre o rio Verdugo.

Depois foi uma a subida de Canicouva até ao Cacheiro e finalmente uma descida em direção à cidade de Pontevedra – destino final do dia.

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Ponte Burgo – Pontevedra

Ainda cheguei a tempo de explorar o centro histórico da cidade.

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Santuário de La peregrina – Pontevedra

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Convento de São Francisco – Pontevedra

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Praça da Ferrería – Pontevedra

Em Pontevedra fiquei hospedada no Hotel Rias Bajas.

6º Dia de Pedal:  Pontevedra  a  Padron 39,70 Km

Deixei a cidade de Pontevedra e segui ao longo do vale em direção ao povoado de Barro.

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A igreja de Santa Maria de Alba é de estilo neoclássico-barroco

 

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No povoado  de Barros , 18Km   depois de Pontevedra há um restaurante “A Casa Don Pulpo”. Havia lido que os peregrinos recebem ali uma vieira com a frase “ Una tortuga conece mejor el caminho que uma liebre” .   Parei para perguntar e  não encontrei quem soubesse me informar a respeito. Segui pedalando, a partir dali o caminho é largo e tranquilo até entrar em Caldas de Reis.

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Segui pela N550 até chegar ao vale do rio Bermaña e continuar por uma subida por bosques que me levou ate o povoado de Cruceiro. Atravessei varias vezes a N550 e o caminho foi intercalando com estradas de terra, passando por Carracedo, San Miguel e Pontecesures. 

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 E finalmente Padron, cidade onde segundo a lenda, aportou a barca que transportou o corpo do Apóstolo até à região da Galiza. Conhecida também pelos famosos pimentos – Pimentos de Padrón. Foi aqui que pernoite, pela primeira fez na viagem em um Albergue – maravilhoso ( super recomendo ) -Albergue Camiño do Sar

7º dia de pedal:  Padron a Santiago 30,60 Km

Deixei Padron e segui para norte até à Colegiade de Santa Maria de Iria Flávia. Continuei por entre aldeias galegas até chegar a Santiago de Compostela . Atravessando os subúrbios da cidade por um percurso que me levou até à porta Faxeira, entrada do Caminho Português na cidade velha. E, é através de labirinto de ruelas do casco medieval segui até à Praça do Obradoiro e à Catedral. Talvez por já ter feito o Caminho Francês ( relato aqui ) a emoção da chegada não foi grande, mas a sastisfação de ter completado mais um caminho em uma viagem solo sim, esta foi grande.

Resumindo, foi uma aventura com cerca de 312 km, num caminho que na minha opinião não tem a mesma magia que o caminho Frances de Santiago de Compostela , mas de uma beleza de encher os olhos!

 

 

Um bom Caminho!!!!!

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