Abbaye Notre-Dame de Sénanque. De BiIke pelo Sul da França De bike pela Rota da Lavanda Gordes L'isle-sur-la-Sorgue Viagem de Bike

Sul da França de bike – rota das lavandas

11 de maio de 2016
Quem nunca se imaginou no meio de um campo de lavandas para sentir aquele aroma suave, ou um campo de girassóis para apreciar as lindas flores amarelas à sua disposição? Já pensou o Sul da França de bike??????
Sul da França de bike

 

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Agora feche os olhos, respire e imagine… você PEDALANDO POR QUILÔMETROS E MAIS QUILÔMETROS FLORIDOS, PERFUMADOS E DE UM CHARME ÍMPAR DESTA REGIÃO NO SUL DA FRANÇA, destino de sonho pra muita gente.!

Sul da França de bike
Todos os anos, de junho até o início de agosto, a Provence se veste de púrpura! Os campos de lavanda florescem nas encostas e planaltos ensolarados da Provence, é a oportunidade única de admirar belas paisagens dignas de cartão postal.
Queria muito conhecer os campos de lavandacomuns na região. Então minha primeira providência foi pesquisar o PERÍODO QUANDO AS FLORES BROTAM e definir o roteiro, já que existem várias rotas da lavanda. O site oficial da “Rota das Lavandas” (http://www.grande-traversee-alpes.com/fr/routes-de-la-lavande) disponibiliza um mapa com DIFERENTES PROPOSTAS DE ITINERÁRIOS. Por vários dias li e reli muito sobre todas as rotas, analisei altimetria e as possibilidades de paradas em lugares que além de proporcionar uma beleza natural de “tirar o folego”, pudesse também visitar destilarias, museus, locais de exposições onde seria possível descobrir o processo de manufatura da lavanda e aproveitar o máximo o que cada lugar tinha para oferecer. Enfim depois de muita pesquisa apresentei para o nosso grupo (meu marido e duas amigas) todas  possibilidades. Decidimos por um percurso que durassem cinco dias, – consenso no grupo – era a primeira cicloviagem das minhas amigas – Deveríamos ter cuidado com o roteiro, quilômetros dias de pedalado, altimetria etc.
Como seria um pedal curto e depois de lá todos seguiriam viagem em destinos diferentes optamos em alugar as bikes. E foi no site oficial da Rota da Lavanda que encontrei o site http://www.luberon-biking.fr/. Envie um email e entrei em contato com o Humbert uma pessoa muito atenciosa e disposta a nos oferecer todas as informações necessárias. Foi muito simples, pratico e rápido. Preenchemos um formulário com nossos dados como medidas, altura e peso e pronto. Definimos a data e o roteiro. O Humbert levaria as bikes ate o hotel que ficaríamos.
Também decidimos elaborar uma camiseta para o grupo – nada de contar aos quatros cantos que éramos turistas. Então fizemos uma camisetas com as cidades francesas que visitaríamos ( a confecção ficou a cargo da empresa moonbikers.com
Optamos por um circuito saindo e voltando de L’ISLE-SUR-LA-SORGUE. Foi uma estratégia, assim podíamos deixar nossas bagagens lá (íamos seguir viagem depois por mais 10 dias de carro) e levar nos alforjes só o necessário para a cicloviagem. Em uma cicloviagem considerar o peso e importantíssimo!!!!
TUDO PRONTO!!!!

 

Seriam cinco dias pedalando pelo sul da França, quase 250 km em estradas rurais, com lindos campos de trigo, girassóis e lavandas. Mas, teríamos algumas subidas e também o Gordes la Nesque
Estávamos animados e abertos para tudo o que estava por vir.
Nossa viagem por Provence ocorreu entre 29 de junho a 06 de julho de 2015. Os campos estavam plenamente floridos. Uma escolha certeira!
Antes de iniciarmos nossa pedalada ficamos dois dias em L’ISLE-SUR-LA-SORGUE, uma cidade atípica para a região. Localizada no meio de uma planície, é banhada pelo rio Sorgue, que se abre em vários canais na área urbana, formando como se fossem ilhas habitadas. Esta característica lhe rendeu o apelido de Veneza do Comtat. Um pouco de exagero, mas as águas deram, sim, um toque especial à cidade. Com elas vieram às rodas d’água, que se espalharam ao longo de todos os canais, marca registrada da cidade.
Ficamos hospedados no Hotel Le Beaugart e foi lá que nossas bikes foram entregues pelo Humbert – no horário combinado.

 

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Ainda em L’isle tivemos o privilegio de ver um esporte bastante interessante – A justa – um esporte muito comum na Idade Média e que estava longe de ser uma atividade segura. Dois cavaleiros, pesadamente revestidos por armaduras, montavam em seus cavalos em lados opostos da arena. Aqui eles usam um barco e o objetivo é apenas atingir e derrubar o oponente ao passar por ele.

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Exploramos cada cantinho da cidade e visitamos a La Collegiale Notre Dame des Anges 
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Construída em 1222 a igreja foi renovada e ampliada no estilo barroco italiano no século 17. O interior é belíssimo, com afrescos, pinturas e esculturas.  Há 222 estátuas de anjos que acompanham a Virgem ao céu, juntamente com um conjunto de trinta e três figuras pintadas representam o mistério da Santíssima Trindade. De Tirar o folego.
E claro fizemos um piquenique na beira do rio Sorgue, muito comum por lá.
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Foram dois dias incríveis, na manhã do terceiro dia na região da Provence iniciamos nossa pedalada pela Rota das lavandas. 

1° Dia 

L’isle-sur-la-Sorgue a  Venasque –  49 km

L’Isle-sur-la-Sorgue –  LeThor – Pernes les Fontaine – Venasque 

Nos despedimos de L’isle e  seguimos com destino a Venasque, nosso primeiro ponto de parada. Todos prontos com suas bicicletas e alforjes.
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Minhas amigas Carmem Magario e Haydee
Começamos nossa viagem pedalando entre campos de girassóis,vinhedos, colinas, indo de uma cidade a outra.O Sul da França é lugar de aldeias tradicionais, cidades históricas, marcantes vestígios do Império Romano, e flores, muitas flores – papoulas, girassóis, lavandas, rosas –, que se exibem também nos mais variados perfumes. É o lugar onde quase se pode sentir a presença de pintores famosos – Picasso, Cézanne, Van Gogh, Monet – apaixonados pela luz da primavera na Provence.
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Uma luz, que na falta de palavra melhor, não posso denominá-la de outro modo, senão amarela. (Van Gogh sobre os girssóis)
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Nosso primeira parada do dia – Le Thor

 

Uma pequena cidade nas margens do rio Sorgue, no coração de Vaucluse.  Foi fundada no século 7.  Hoje ela possui alguns restos de seu passado que são dignos de sua atenção.
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Passeando pelas ruas, vimos o castelo medieval, que foi restaurado no século passado.

E um portão monumental em suas muralhas antigas, coroada com o relógio e um campanário de ferro forjado.  Esta porta, ou para ser mais precisa este campanário, data do século 19.

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Notre- Dame -Du – Lac  – Estilo Românica se.XII

 

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Visitamos a  igreja de Notre Dame du Lac que mantém todas as suas características originais e tem portas principais lindamente esculpidas. É inteiramente românica – estilo prevaleceu na Europa no período da Alta Idade Média (entre os séculos XI e XIII). Na arquitetura, principalmente de mosteiros e basílicas, prevaleceu o uso dos arcos de volta-perfeita e abóbadas (influências da arte romana).
De Le Thor seguimos pedalando, agora em direção a Pernes les Fontaine
 
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Uma encantadora cidade medieval fortificada.  As fortificações incluem muralhas que datam do século 16.  E como o nome sugere é a cidade das fontes. Nada menos do que 40 fontes antigas pontuam a cidade. Explorando a cidade vimos algumas belas mansões dos séculos XVII e XVIII, o portão Notre Dame – são 4 ( Portão Notre Dame, Saint Gilles, Porte Villeneuve e o Portão Neuve), vestígios das muralhas, a masmorra do castelo velho de Condes de Toulouse (em ruínas), o salão coberto do XVII.
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Fizemos um almoço leve em um restaurante simpático ao lado das muralhas e seguimos pedalando.
 
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Seguíamos o mapa que havia preparado para continuar a pedalando, mas em um momento de distração passamos na rotaria a entrada. O jeito foi parar e perguntar para um morador local qual o sentido que deveríamos seguir. Aprendi, nas minhas viagens que a linguagem gestual funciona muito, quando não é possível a comunicação verbal; e sempre encontramos pessoas boas pelo caminho. A pessoa que encontrei percebendo que não eu não entendia o que ele falava, desenhou um mapa para mim. Então ficou fácil!!!!! Foi só seguir o mapa desenhado por ele.
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Já quase chegando a Venasque – nosso destino final, vimos uma vinícola – Solence , onde foi possível fazer uma degustação. Paramos, tomamos uma taça de champanhe gelada e seguimos.

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Finalmente chegamos a Venasque
Uma pequena e charmosa Vila Perche (como são chamadas as vilas medievais penduradas nos penhascos).
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Ao pé do Mont Ventoux, agarrando-se a um pico rochoso com vistas maravilhosas, Venasque é uma antiga vila medieval.
A localização da aldeia no topo de uma rocha foi cuidadosamente escolhido pelo bispo de Carpentras no século 6, para  proteção contra os bárbaros que com fome que estavam ocupando e  saqueando a paisagem provençal.  As imponentes paredes de pedra e torres que cercam a aldeia ajudaram a manter a vila Segura. Os portões foram restaurados no início do século 20.
 
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Conseguimos!!!!!! Nosso primeiro dia de pedalada foi um sucesso, e ainda teve “tietagem” encontramos com uma família de brasileiros e outros que fizeram questão de fazer uma foto com a gente.

 

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Depois da sessão de fotos (rs), visitamos a catedral e fomos comer cerejas – sugestão da família Brasileira -, e foi demais , as cerejas são famosas em Venasque, e cultivadas para ostentar a marca de qualidade “Monts de Venasque”. Não poderíamos deixar de conhecer o lugar onde elas são selecionadas e aproveitar para devorar as frutas vermelhas e suculentas. Tivemos sorte julho é a temporada das cerejas.

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A pedalada do dia havia terminado, mas o dia não. Fomos para o hotel, tomamos um champanhe – que havíamos comprado na vinícola que paramos, e comemoramos nosso primeiro dia.

Voltamos para explorar a cidade e encontrar um bom lugar para jantarmos.
Não só achamos um lugar charmoso, com comida deliciosa, como ainda fomos presenteadas com um por do sol de tirar o folego.
Um dia memorável…
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2° Dia 

Venasque a Sault – 53 km

Venasque – Villes sur Auzon – Route de La Nesque – Monieux – Sault

No dia seguinte, o segundo sobre a bike, deixamos Venasque em direção a Sault.
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Nesse trecho do pedal a paisagem predominante foi os campos dourados de trigo. Lindo!!!!

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Nossa primeira parada foi em Villes Sur Auzon – uma pequena cidade, com ruazinhas e casas em tons pastéis. Realmente encantadora. Fizemos uma parada em uma Boulangerie (padaria em francês), compramos belos sanduíches e procuramos uma sombra. Por acaso as escadarias da catedral. Um bom lugar!

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Nosso próximo destino????
Gorges de la Nesque, uma estrada cênica que circunda um cânion.
A mítica montanha, isolada na Provence, com 1.912 metros de altitude, exige o máximo de pernas e pulmões para superar duros 21 quilômetros a 7,6 graus de inclinaçãomédia para atingir o topo. São 1.639 metros de ascensão.
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O calor foi nosso inimigo. Algumas paradas estratégicas foram necessárias, nossas águas já estavam precisando ser racionadas, tínhamos ainda muita subida. Mas eu sempre acreditei que quando você esta totalmente aberta para o que der e vier… os anjos conspiram a favor. E foi o que aconteceu, de repente surge uma linda casinha de portas azul e a uma produtora de mel de lavanda com sua vendinha.  E lá havia água gelada!!!!Ufa.

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Passamos por lugares indescritíveis pela beleza natural e pela qualidade do pedal. Estradas perfeitas para o ciclismo, motoristas educados e clima extraordinário. Realmente um sonho para qualquer ciclista.
Foi demais!!!!!!! Chegamos ao topo da montanha com a certeza de ter aproveitado ao máximo um lugar no qual somente de bicicleta se vivencia de modo intenso o ditado provençal que diz: “Um caminho bonito nunca é longo”.

Agora era só seguir em direção a Monieux e como tudo que sobe desce e descemos e foi fantástico!!!!!

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O sul da França tem cidades e vilas para se apaixonar! Monieux é uma dessas, pequenina e charmosa. Lá visitamos a pequena igreja de Monieux. Construída no século XII.
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Estávamos saindo de Monieux quando percebemos uma estradinha que nos levou ao primeiro campo de lavanda.

 

Nosso primeiro contato com as lavandas !!!!!!
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Foi lindo; mas o que realmente marcou foi poder observar no rosto da minha amiga Carmem, a expressão de contentamento por realizar um sonho.
Conseguem pensar em um bando de crianças quando encontram os ovinhos de pascoa. Então, essas éramos nós!!!!!!
Só não sabíamos que os campos que viram em seguidas, eram cada vez mais floridos e cheiro era cada vez mais inebriante.
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Pedalar em meio a essas paisagens deslumbrantes, fez com que entendêssemos o que inspirou os famosos e consagrados pintores como Cézanne e Van Gogh.
Chegamos a Sault nosso destino final para o segundo dia de bike.
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E para variar mais uma subida para chegar à cidade. Ficamos no B&B Le Petit Promenoir, o proprietário Patrick levou um susto quando viu as quatro bikes. Eu realmente esqueci-me de avisa-lo. Mas ele gentilmente acomodou nossas magrelas e foi muito atencioso com a gente.

 

3º dia

Sault –  Apt  – 47 km

Sault – Rustrel – Le Colorado Provençal – Apt

Pela manhã visitamos o centrinho de Sault, nos despedimos do Patrick e seguimos pedalando.
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A visão do Mont Ventoux foi outra paisagem que nos acompanhou ao longo do pedal.A partir desse trecho, as paisagens eram simplesmente de tirar o fôlego literalmente!!!!
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As estradas tranquilas, o roxo das lavandas, dourado dos trigos e verde faziam com que a gente flutuasse…simples assim. Nenhum detalhe passou despercebido, foi um grande presente da mãe natureza. Ali podíamos falar com Deus e agradecer a oportunidade de ter contato tão próximo com a natureza.

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A competir com as ondas púrpuras dos campos de lavanda, apenas os amarelos vivíssimos dos girassóis.

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Chegamos a Rustrel uma pequena vila que de tão charmosa parecia cenário de filme!
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Paramos e almoçamos tranquilamente. Esperamos o sol amenizar um pouco e seguimos. O objetivo era chegar ao Le Colorado Provençal.
O nome vem da cor de fogo de um solo rico em ocre, um pigmento natural que já foi indispensável – chegou a ser conhecido por Ouro da Provença. O lugar é muito lindo, mas o sol e o cansaço fizeram com que apenas eu e a Haydée encarássemos a caminhada ate as rochas. Fiquei menos tempo do que gostaria.
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O dia foi lindo!
E a supresa maior foi o hotel que havíamos reservado em Apt – La Villa Augustine, um casarão lindo que mais parecia um museu. Descobrimos depois que o lugar é também uma galeria. No momento havia espalhado pela casa peças de três artistas. O Gui proprietário, nos recebeu super bem e mais uma vez tivemos sorte com as magrelas elas ficaram bem acomodadas.
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No inicio da noite saímos para ver um pouco de Apt. A cidade é bem maior do às pequenas vilas que havíamos visto ate então, mas como toda cidade da Europa tem a cidade velha – com uma catedral antiga, ruelas estreitas e algumas fontes mágicas.  A Catedral de Sainte Anne tem suas origens na época romana – conseguimos vê-la bem rapidinho, porque uma moça gentil permitiu que entrássemos.
E demos sorte encontramos um restaurante muito charmoso o L’Intramuros. Jantamos e voltamos para o hotel! Mas um dia completo…

 

4º dia

Apt a Gordes – 56 km

Apt – Bonnieux – Pont  Julien – Roussillon – Gordes

Nosso quarto dia de pedal e hoje meu mapa não funcionou.
Apt como disse é uma cidade grande, com transito e muitas possibilidades de saída para as rodovias. Pensei então que seria melhor perguntar para uma pessoa do local como fazer, apontei no mapa a cidade que queríamos ir – Roussolin . A moça gentil nos mandou pegar a terceira saída na rotaria. Parecia simples, então não conferi meu mapa. Erramos!!!!!!Saímos no autopista. Literalmente não era o que queríamos então seguimos outra saída onde a placa indicava Bonnieux, pelo menos essa cidade estava no nosso roteiro de hoje.
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Mas eu não estava satisfeita se seguíssemos para Bonnieux, não conseguiria manter a programação – Roossillon Bonniux, Pont Julien,Lacoste, Ménerbes e Gordes. Então decidimos voltar para o ponto de partida, parei uns ciclistas e eles nos indicaram uma rota, só que de novo nos levou primeiro para Bonnieux. 
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Bom, depois de duas tentativas nos demos por convencidos. Desistimos de Lacoste e Ménerbes, pois com essa rota elas ficaram no sentido oposto de Roussolin. Perdemos Lacoste e Ménerbes, mas ganhamos a Route de Bonnieux com suas plantações de cerejas e peras. No caminho encontramos plantações de Cerejas e peras –  o acesso fácil  e a permissão do morador nos permitir colhe-las diretamente do pé  e saboreá-las uma delícia….

Chegamos finalmente em Bonnieux – outra pequena e charmosa Vila Perche (como são chamadas as vilas medievais penduradas nos penhascos) com menos de 2.000 habitantes e com uma magnífica vista para o vale do Rio Calavon. Chegamos a tempo de ver uma feirinha que acontecia no local.

 

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Seguimos pedalando agora em direção a Roussillon, mas antes faríamos uma parada para conhecer a Pont  Julien. Ela foi construída pelos romanos no século 3 aC e desde então seu uso ininterrupto até 2005, quando foi finalmente fechada ao tráfego automóvel graças a uma nova construção de ponte nas proximidades. Hoje, apenas pedestres e ciclistas podem atravessar sua extensão.

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Imaginem como era cortar e encaixar destas pedras há 2000 anos – isso é uma coisa que gosto de fazer quando me deparo com monumentos tão antigos…imaginar

Atravessar aqui sabendo que há mais de 2000 anos, as pessoas já andavam sobre esta ponte, foi legal!!!
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Seguimos pedalando agora com destino a Roussillion
Novamente nesse percurso os campos de girassóis… 
 
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Finalmente chegamos a Roussillion
Roussillion é um caso à parte. Também um village perché, só que diferente das anteriores na essência. Ela não é feita de pedra, mas sim do mais puro barro, retirado das próprias montanhas. Uma “ovelha vermelha” na origem, e por isso mesmo curiosamente interessante. Por aqui usaram e abusaram do ocre, vermelho e amarelo. Uma vila que parece estar sempre no outono.
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Ainda encantados com o charme e o colorido da cidade, seguimos para o destino final programado – Gordes.

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Gordes fica no alto de um morro onde casas branquinhas de pedras, a igreja e um castelo renascentista parecem saídos de um filme.

A história da cidade remonta aos tempos romanos, mas ali parece que o tempo parou.

 

O mirante no lado direito da pista, pouco antes de chegar à cidade, dá a dimensão do lugar. É possível ver todo o desenho das casas no alto da colina. Fantástico!
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Ficamos hospedados no Hotel Mas de La Senancoledistante a quatro quilômetros da cidade, decidimos então ir direto para lá e deixar para visitar a cidade no dia seguinte. Encontramos no hotel uma piscina e relaxamos.


5º dia

Gordes  a L’isle-sur-la-Sorgue – 24 km

Gordes – a Abbaye Notre-Dame de Sénanque – Fontaine de Vaucluse – L’isle-sur-la-Sorgue

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Depois de visitar a catedral,caminhamos sem destino entre as ruelas estreitas da cidade. Foi possível imaginar as inúmeras histórias que já se passaram no lugar. 

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De volta para as bikes seguimos pedalando para Abbaye Notre-Dame de Sénanque um dos melhores exemplos da arquitetura cisterciense em Provence e, talvez, uma das razões pela qual o número de turistas é mais importante a cada ano.

 

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A abadia ainda é habitada por uma comunidade de monges que residem e vivem do trabalho de suas próprias mãos, como a cultura de belos campos de lavanda para a produção de óleo essencial de alta qualidade.

 

A beleza da abadia, os campos de lavanda, a tranquilidade do local é incrível!
Infelizmente fomos impedidos de entrar… pois é conferi tudo – horário, valor, tour guiado,mas chegando lá uma placa dizia “Proibido entrada com roupa de ciclista” Certo que não entendi, mas não discuti. Aproveitei o máximo os jardins.
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Ainda encantados com o lugar seguimos nossa pedalada, a tranquilidade  das estradinhas fazia com que o percurso – apesar de algumas subidas – ficasse fácil e logo chegamos a Fontaine de Vaucluse um local cheio de mistérios… a fonte onde brota a água do rio Sorgue é de impressionar pela força e pela beleza… nasce em uma fonte profunda e calma, e ao longo do trajeto do rio a força das águas é realmente impressionante…
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Aqui o Rio Sorgue é ainda mais verde por causa das algas que moram no fundo. Água limpíssima, algas verdes e uma paisagem incrível! A água que nasce e cerca esta cidade traz uma sensação tão boa, tão intensa, tão feliz, que resolvemos fazer aproveitar o máximo daquele momento.

 

Depois de Fontaine -de- Vaucluse retornamos para L’Isle onde entregamos nossas Bikes.
Durante exatas cinco dias pedalando, as horas que gastamos entre as curvas das estradinhas pareceram minutos. Por todo lado, lá estavam eles, subindo e descendo colinas, roxos e perfeitamente simétricos: infindáveis campos de lavanda, só interrompidos por silos em ruínas, cidadezinhas medievais, mares de girassol ou de trigo. Eu me deslumbrava, mas não estava sozinha nessa. Obrigada ao meu grande companheiro Zé Marques , Carmem e Haydée por compartilharem comigo essa aventura memorável.

 

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4 Comments

  • Reply Fatinha Morais 13 de maio de 2016 at 16:28

    Vera que viagem! Que lugar lindo!! Eu amei as camisetas. Tá muito bom o blog. Essa vai pra minha lista �� ��

  • Reply Fatinha Morais 13 de maio de 2016 at 16:32

    Vera que viagem! Que lugar lindo!! Eu amei as camisetas. Tá muito bom o blog. Essa vai pra minha lista �� ��

  • Reply Defesores do Planeta! 23 de maio de 2016 at 23:00

    LINDO LUGAR!!! minha mãe linda esta aiiiiii!!!

  • Reply Isa Weffort 23 de maio de 2016 at 23:01

    Lindo lugar! Linda matéria! Minha mãe linda esta nessas fotos! Orgulho total!

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