Viagem de Bike

ESTRADA REAL DE BIKE – Ouro Preto a Diamantina

29 de junho de 2016

Estrada Real de bike –   nosso destino.Tudo começou quando conheci o blog – claudiajakefilipe.blogspot.com.br da Claudia Jak. Gostei tanto que passei a seguia-la no Facebook, onde descobri que ela faria a Estrada Real de bike. (dezembro 2014)
A história continua quando de forma repentina e sem muito pensar, perguntei se havia alguma possibilidade de nos candidatarmos ( eu e meu marido) a aventura de percorrer com ela o “Caminho dos Diamantes” da Estrada Real.
A resposta da Jack foi: BORA LÁ !!!


Resposta surpreendente, pois ambos éramos absolutamente desconhecidos da Claudia Jack.

E Foi assim que fomos pedalar na Estrada Real. Com um grupo maravilhoso que simplesmente nos aceitaram sem perguntas. Uma viagem fantástica!!!!!


Sul da França de bike

 

Em meados do século XVIII já eram muitos os caminhos que conduziam às minas de Minas Gerais, mas também muitos eram os seus descaminhos. Para evitar estes descaminhos a Coroa Portuguesa determinou que o ouro e os diamantes deixassem as terras mineiras apenas por trilhas outorgadas pela realeza, que receberam o nome de Estrada Real.
Inicialmente, o caminho ligava somente a cidade de Paraty às províncias auríferas do interior de Minas, a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto (Caminho Velho). No entanto, a Coroa Portuguesa percebeu a necessidade de um trajeto mais seguro e rápido ao porto do Rio de Janeiro, surgindo então o caminho novo. Ainda no século XVIII, surgiu outra trilha para exploração dos diamantes – o belo Caminho dos Diamantes. (Todo o percurso planilhado com detalhes de altimetria é possível encontrar no (http://www.institutoestradareal.com.br/caminhos/diamantes/)Foi esse caminho que decidimos fazer – seriam 8 dias pedalando , quase 400 km em estradas rurais e trilhas, com os mais diversos pisos de pedras grandes, pedras pequenas, areia, subidas e descidas e combinações de diferentes tipos. E o melhor – contato com a natureza ao extremo e com a cultura local.
Do percurso 26% são de asfalto,0,5% de trilha e 73,5% terra e mais dos 395Km 178 sao subidas e descidas…
mas,estávamos prontos, animados e abertos para tudo o que estava por vir.

Nosso ponto de partida Ouro Preto,

Ficamos na Pousada Vila Rica (antigo Ginásio Municipal e única construção civil com azulejos portugueses da cidade). Por coincidência o Caio ( dono da pousada) é um ciclista apaixonada pelas estradas de Minas ficou muito entusiasmando quando soube da nossa façanha,mas também muito preocupado com as condições da bike do Zé Marques. A suspensão estava totalmente travada. Então como todo bom ciclista nos ajudou a resolver o problema.

 

Sul da França de bike
Sul da França de bike

 

Sul da França de bike
Sul da França de bike
Foi na Praça Tiradentes (local onde a cabeça do mártir da independência, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi exposta em 1792), que encontramos pela primeira vez nossos novos amigos: Claudia Jak e Filipe, Claudia e Carlão e a Maria, pessoas que seriam fundamentais para o sucesso da nossa jornada. Foi mágico!!!!Empatia…foi simples assim. De repente parecia que éramos velhos conhecidos.

 

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                                                                                                                           foto Claudia Jack
 

Seguimos para o Centro de Atendimento ao Turista, para pegar as credenciais. Muito legal a campanha proposta pelo centro de Turismo – 1 Kg de alimento não perecível, para a retirada dos passaportes. Tudo certo, passaportes em mãos, foto para registrar o primeiro carimbo do caminho.

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                                                                                                foto Claudia Jack
Em uma viagem de bicicleta o caminho é muito mais importante que o destino final. Em minha opinião o percurso tem que ser feito lentamente,permitindo que os lugares visitados sejam explorados e interações sejam feitas. E foi o que fizemos exploramos Ouro Preto, antes de seguir pedalando.
 
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Ouro preto,um Museu a céu aberto
Andar pelas ruas de Ouro Preto é como andar em um museu a céu aberto, nos sentimos transportados a uma outra época. É passear pela história.
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As igrejas de Ouro Preto fazem parte do cenário arquitetônico e religioso  da cidade. Em cada rua, cada esquina, cada cume de morro, somos surpreendidos por uma igreja que guarda em suas paredes e altares, um pouco da história da cidade.
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Igreja São Francisco de Assis
Construída entre 1766 a 1810, projeto de Manuel Francisco Lisboa. Essa igreja é considerada a obra-prima do período rococó no Brasil. A arquitetura, esculturas, talha e ornamentação são obras de Aleijadinho e a pintura e douramentos são de Manuel da Costa Ataíde. Belíssima!!!!!!
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interior da Igreja São Francisco de Assis

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                                                   Matriz de Nossa Senhora do Pilar
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interior da Igreja São Francisco de Assis
   
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Interior da Matriz Nossa Senhora do Pilar
Fiquei impressionada com a abundância de detalhes e de ouro do interior da Igreja Matriz Basílica de Nossa Senhora do Pilar, que é a mais rica em quantidade de ouro de Minas Gerais e segunda mais rica do Brasil A Matriz do Pilar têm aproximadamente 400 quilos de ouro e 400 de prata. Essa é uma das igrejas de Ouro Preto mais antigas, a primeira Matriz do Pilar foi erguida entre 1700 e 1703, depois foi demolida e construída a atual, isso por volta de 1728.

A Feirinha de Pedra Sabão-Largo do Coimbra
 
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Ainda tivemos tempo para explorar a  Feirinha de Pedra Sabão  de funciona no mesmo local a 40 anos
Ouro Preto enche os olhos e lava a alma com essa sensação boa, só nos restou descansar para encarar no dia seguinte a nossa pedalada com destino a Diamantina.
 Na manhã seguinte começamos oficialmente nossa pedalada pela Estrada Real...

1ª Etapa :Ouro Preto a Camargo Total – 28km

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Saímos de Ouro Preto e durante alguns quilômetros pedalamos em paralelepípedo. Ruas estreitas e alguns carros passavam por ali. Na sequência, a estrada ficou um pouco mais larga e no final de uma subida, não muito íngreme, chegamos a um mirante da cidade.

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Á partir daqui, seguimos por estrada em asfalto nos levaria até nosso próximo destino. Longas descidas, paisagens e muito verde, uma pedalada muito tranquila, até chegarmos a Mina da Passagem (www.minasdapassagem.com.br), a maior mina de ouro desativada, aberta a visitação.

 

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Para chegar a Mina, só mesmo fazendo como os trabalhadores faziam no passado: Foi preciso embarcar em um carrinho de mais de 200 anos e percorrer os mais de 300 metros até o local de desembarque. 

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A 120 metros de profundidade, o equivalente a um edifício de quarenta andares, encontramos um labirinto de imensas galerias suspensas por colunas de pedras. A aventura no interior da mina é curta (dura cerca de meia hora), mas cheia de curiosidades narradas pelos guias. Eles explicam o processo de extração, transporte e beneficiamento do ouro. Também lembram “causos” passados de geração a geração. Segundo a guia muitas pessoas perderam a vida na mina. Um dos acidentes mais famosos aconteceu em 14 de dezembro de 1936, quando dezessete trabalhadores morreram após uma inundação.
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Na saída, a guia nos mostrou como é feita uma garimpagem.É necessário passar horas para se conseguir algumas gramas do metal precioso.

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Depois da visita seguimos pedalando ate a próxima parada Mariana.

Mariana
Chegamos à cidade e seguimos para carimbar nosso passaporte, na Casa do Turista.
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Fundada há mais de 300 anos, Mariana foi eleita a primeira capital de Minas no século 17.Sua principal atração a Catedral da Sé.
Apesar da fachada modesta, é uma das igrejas mais ricas do Brasil, com lustres de cristal da Boêmia e onze altares ricamente ornados – dois são de Francisco Xavier de Brito, mestre de Aleijadinho. A Igreja também possui o Órgão Arp Shnitger, instalado em 1753. Sua fabricação em 1701 foi provavelmente feita pela família alemã Shnitger, que fabricava órgãos no século XVII. É o mais importante instrumento fora da Europa.

 

Sul da França de bikeSul da França de bike

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De Mariana seguimos em direção a Camargos. As subidas começam a surgir e as paisagens lindas também.
Era difícil resistir a cada marco que surgia em nosso caminho.

 
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chegarmos em Camargos,

Um pequeno vilarejo, fundado em 1711, com a descoberta de um ribeirão aurífero. Devido a sua localização, no alto de um morro, possui uma vista de encher os olhos.
Ficamos hospedados na Pousada da Dona Cota e do Sr. Dario. De forma muito carinhosa, eles nos aguardavam com um café da tarde e um bolo, sobre a mesa.

 

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Na manhã seguinte nos despedimos de Cota e Dario
 
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2º Etapa

Camargos a Santa Bárbara 

Total – 58 km

Camargos – Santa Rita Durão – Catas Altas – Santa Bárbara.

 

Seguimos para o centro deste pequeno distrito, com apenas 40 casas, onde há um Cruzeiro talhado em Pedra Sabão, único, um dos símbolos da Estrada Real e uma antiga igreja, datada da metade do século XVIII, com torres baixas, frontão triangular simples e uma escadaria que dá acesso a sua entrada. Atualmente está fechada para restauração. Paramos em frente para registrar nossa passagem. E seguimos pedalando!!!
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Uma parada em Bento Gonçalves 

 

 

Um pequeno distrito, pertencente a comarca da cidade de Mariana. No passado, este povoado foi um importante centro de mineração.Paramos para nos reabastecer no bar ao lado da Igreja do Rosário que infelizmente estava fechada.

 

Seguimos viagem, subindo, subindo… e novas paisagens foram surgindo…
De repente, ao fundo, passamos a ver a belíssima e impressionante Serra do Caraça. Uma vista de tirar o fôlego!!!!!

 

 

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     uma pausa para o lanche
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Próxima parada Santa Rita Durão

 

 

Chegamos ao distrito, com o sol a pique. Por isso, decidimos fazer uma parada com tempo maior em frente à Igreja Ns. Senhora de Nazaré (Nossa Senhora do Rosário dos Pretos). 

 

O distrito tem um “filho ilustre”, Frei José de Santa Rita Durão, nascido em 1720 e falecido em 1784, em Lisboa. Precursor da Literatura Brasileira foi autor de um dos maiores poemas épico brasileiro: ‘Caramuru’. Postumamente, foi homenageado tendo sido Patrono da cadeira nº 9 da Academia Brasileira de Letras.

 

 

 

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Daqui, seguimos rumo a Catas Altas. A cada nova curva, uma bela paisagem se formava a nossa frente! A dificuldade era não parar a cada metro para fotografar tudo o que víamos, pois quanto mais próximos estávamos da Serra, mas linda ficava a paisagem!

 

 

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Após um pequeno trecho de asfalto, chegamos a Catas Altas, cidade fundada em 1702.
A Igreja Matriz Ns. Senhora da Conceição, localizada na praça central, é um dos mais importantes templos mineiros. Ela guardar documentos de celebração do primeiro batismo na capela, datado de 1712.
A visão que se tem da cadeia de montanhas, do lado oposto à igreja, é impressionantemente linda!
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De  catas Altas seguimos pedalando na companhia da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e de suas paisagens exuberantes.
 
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Nesse trecho paramos para apreciar o Bicame de Pedra, um aqueduto construído pelos escravos em 1792, de 4 metros de altura, onde suas pedras foram postas sob pressão, sem qualquer tipo de concreto, sobre o qual corria água para abastecer as antigas fazendas da região. 
Seguimos por uma estrada de terra, sem grandes subidas, mas eu e o Zé marques já estávamos bem cansados. Faltando uns 13 km para chegarmos a Santa Bárbara nosso destino final dessa etapa, nos deparamos com uma bifurcação e uma decisão difícil para ser tomada em grupo, tínhamos duas opções: seguir em frente e sair na rodovia estadual que chegava a cidade por asfalto – mais rápido ou seguir pela estrada de terra de difícil acesso. Já começava a escurecer, então Carlão comentou que achava prudente que seguíssemos pela rodovia, apoiado por Claudinha. Nós (eu e o Zé Marques não opinamos; estávamos de carona no grupo). A Claudia Jack me pareceu contrariada.
A chegada a Santa Bárbara foi tranquila. O trecho em rodovia foi de apenas 10 km. Após uma pequena subidinha em paralelepípedo, chegamos a matriz e no hotel Hotel Quadrado onde nos hospedamos.
 
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Nos acomodamos e saímos a procura de um lugar para jantar… só tinha um pequeno detalhe: era véspera de natal, esta tarefa não foi tão simples assim…

 

Encontramos apenas uma pastelaria aberta e foi nela que fizemos nossa “ ceia de Natal” com pastéis e cerveja e muitas risadas.

 

 
3º Etapa

 

Santa Bárbara a São Jesus do Amparo

 

Total – 52 Km

 

 

 

Santa Bárbara – Barão de Cocais – Cocais – 

 

 

Bom Jesus de Amparo 

 

 

 

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     igrejinha de Santa Barbára
 
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No trecho de Santa Bárbara ate Barão de Cocais encontramos uma estrada em boas condições. Pedalamos por um caminho onde a mata era predominantemente fechada, possibilitando bastante sombra.O trecho termina na cidade de Barão de Cocais – fundada no século XVIII, mantendo como ponto de atratividade suas belas cachoeiras, além das ruínas do Congo Soco, uma antiga mina adquirida pelos ingleses no século XIX e que acabou se transformando em uma vila britânica, possuído hospital, capela e cemitério particular. 
Entre  Barão de Cocais e Cocais encontramos muitos “mata burros” foi necessário muita atenção – Sempre tinha alguem gritando “Olha o mata burro “ . Também vários cruzamentos, muitas vezes os Totes não existiam – Por muitas vezes o Carlão ( o mais rápido com a Bike pedalava um trecho enquanto esperávamos ele confirmar o percurso ou salvação foram as planilhas que a Jak carregava com ela.  
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Entretanto, é um trecho de rara beleza. No caminho passamos pelo Sítio Arqueológico da Pedra Pintada onde estão pinturas rupestres de 6.000 anos – mas infelizmente não foi possível visita-lo devido ao feriado de Natal.   Chegamos no vilarejo de Cocais – foi fundado em meados do século XVIII a partir da vinda de bandeirantes na busca pelo ouro, conservando, nos dias de hoje, traços da época de esplendor deste metal, como seus casarões e igrejas, sendo uma delas construída totalmente em pedras, datada de 1769. 
 
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Passamos por uma grande floresta de eucaliptos. Mas infelizmente, estávamos na época do corte. Em pleno sol do meio dia, não havia onde se esconder do sol, o que dificultava muito a pedalada…

 

Eu e o Zé Marques empurramos a bike por alguns quilômetros . Realmente o sol castigava. Decidimos fazer uma pausa, assim que conseguimos uma sombra e aproveitamos para repor nossas energias.
Gastamos quase duas horas para percorrer 6 km. Não foi fácil, mas como, tudo que sobe uma hora tem que descer. Descemos, mas com cautela, havia muitas e tudo que queríamos era chegar sem nenhum arranhão.
Após uma longa descida, entramos numa floresta de eucaliptos, onde a temperatura ficou mais amena e suportável.

 

 

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Seguimos em frente, atravessamos a BR-381 e seguimos por uma estrada de terra… Novamente sobe, sobe, sobe… 

 

Depois, seguimos por uma estrada em asfalto bem tranquila, com pouquíssimo movimento. Pegamos uma boa descida até Bom Jesus do Amparo. No caminho, ainda assistimos ao pôr do sol…

 

 
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Chegando na cidade encontramos Fernando Gonçalves, um guia turístico da cidade que acompanha a Claudia Jak no facebook – uma pessoa fantástica e apaixonado pela Estrada Real. Como sabia que chegaríamos hoje nos aguardava. Ele nos acompanhou ate à pousada onde ficaríamos (Pousada Real) , onde fomos recebidos pelo pelo proprietário Joãozinho.
O nome Bom Jesus do Amparo é uma homenagem à imagem do Senhor do Bom Jesus, adquirida em Amparo, cidade de Portugal, por seu primeiro morador, coronel João da Motta Ribeiro, no século 18. A imagem do menino Jesus com seus 12 anos, considerada uma raridade, encontra-se na Igreja Bom Jesus do Amparo, localizada no centro da cidade.

 

 
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4º Etapa
Bom Jesus do Amparo a Itambé do Mato Dentro
Total – 45 Km
São Jesus do Amparo – Ipoema – Itambé do Mato Dentro

 

 
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Saímos de São Jesus do Amparo e partimos em direção a Ipoema. O trecho em asfalto é bem tranquilo, com umas paisagens lindíssimas!

 

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Em Ipoema paramos na Pousada Real para carimbar nossos passaportes. Tivemos o privilegio de conhecer o Sr. Joineijober, um fotógrafo e jornalista que trabalha em revistas divulgando a Estrada Real. 
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Uma das atrações de Ipoema é o Museu Tropeiro – com com um acervo que narra a importância histórica e cultural do tropeirismo, que durante séculos ligou arraiais levando alimentos e bens de primeira necessidade. Suas tradições renderam hábitos enraizados até hoje na gastronomia mineira, como o delicioso feijão tropeiro.
A casa que abriga o museu é do século XVIII e pertenceu a um tropeiro conhecido como Sô Neco. O imóvel também já foi rancho de tropeiros e casa paroquial.
Quando chegamos estava fechado, mas a Claudia Jak percebeu que havia certa movimentação lá dentro. Bateu na janela e apareceu uma senhora vestida de segurança, muito simpática. Jak contou a ela que estávamos de passagem e que em Sorocaba (cidade da Jak) é muito forte a história do tropeirismo. Foi mais que o suficiente para nos deixar entrar, fotografar e ainda nos servir uma  água gelada
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Deixamos Ipoema, mas antes calibramos os pneus e saímos em direção de Nossa Senhora do Carmo.

 

Este primeiro trecho foi espetacular! Com montanhas e paisagens magníficas e é bem tranquilo para se pedalar.

 

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O sol estava muito forte e nós já começávamos apresentar sinais de desgaste físico e apesar do trecho não ter tantas subidas, começamos a empurrar a bike.
O sol estava nos castigando… e para ajudar de Nossa Senhora do Carmo até Itambé, seguiremos em asfalto .
Nesse trecho de asfalto o sol foi inimigo … era escaldante e o calor insuportável. Quando olhei para o asfalto que literalmente derretia, pensei : isso é insano!!!! Impossível continuar, a temperatura passava dos 40ª graus. Nossos amigos seguiam em frente e eu dizia “ preciso de sombra, preciso de sombra olha esse asfalto esta derretendo” É insano. Estávamos em uma estrada de asfalto e claro, todas as arvores que ali existiam tinham sido arrancadas em beneficio do progresso. E lá íamos nós…sol,sol, asfalto derretendo até que avistei uma minúscula sombra e me joguei embaixo dela. Nossos amigos pensaram que eu estava passando mal e correram em meu auxilio. Na verdade só precisava acreditar que o sol não iria me vencer… então segui em frente.
Pegamos uma longa subida nos últimos quilômetros deste dia… e para piorar, não tínhamos nos alimentado muito bem… todos estavam cansados.
Depois de um dia muito difícil e com um calor insuportável, fomos recompensados com uma agradável surpresa. Uma cachoeira no fundo da pousada onde ficaríamos hospedados – Pousada Portal do Itambé.

 

 
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 Bom… ai foi só relaxar !!!!!!!
 
5º Etapa
 

 

Itambé do Mato Dentro a conceição do Mato Dentro

 

 

 

Total – 45 Km

 

 

 

O dia anterior foi um dia muito cansativo, o sol foi nosso inimigo.

 

Por algum momento pensamos em tirar o dia para descansar, visitar algumas cachoeiras e tentar encontrar com o grupo no final do dia em Conceição do Mato Dentro, de ônibus ou de outra forma…Acreditava que de alguma forma estava atrasando o grupo – era nossa ( minha e do Zé Marques) primeira cicloviagem. Mas acordamos super animados e com tudo pronto, partimos em busca das próximas aventuras, mas decididos pedalar apenas no período da manhã. A Claudinha topou a ideia.

 

 

 

Sul da França de bike
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As paisagens eram lindas, mas eu,o Zé Marques e a Claudinha – os mais atingidos pelo desgaste do dia anterior íamos nos distanciando do grupo e as subidas iam aparecendo.Estava ficando difícil… mas apareceu meu primeiro “anjo” uma camionete pareceu do nada e nos ofereceu uma carona até a parte plana.Claro aceitamos na hora.
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A carona foi curtinha, por uns 5 km no máximo, mas pelo menos ele nos deixou em um ponto mais plano.
Esperamos pelos nossos amigos e seguimos todos juntos novamente, pedalando, pedalando…

 

 

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Á partir daqui, pegamos uma longa descida, com algumas pedras, buracos e cascalho.

 

Mas, as subidas voltaram a aparecer, sem piedade. Foi quando  surgiu naquela estrada deserta uma outra caminhonete. Não acenamos, pois tínhamos decido pedalar até as 13hs. Mas ao passar pela Claudinha a caminhonete parou. O casal perguntou se queríamos carona até Morro de Pilar (quem realmente se sensibilizou com nossa situação foi a esposa, Adélia). Claudinha aceitou e nos chamou… decidimos acompanhá-la.

 

 
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Aproveitamos para levar os alforges dos nossos companheiros que seguiriam pedalando. Como havíamos analisados criteriosamente a planilha do dia vimos que trecho de Morro do Pilar a Conceição do Mato Dentro seria de subidas muito íngreme, então também decidimos que esse trecho faríamos de carona. E mais uma vez a Claudinha topou a ideia.

 

Chegamos enfim a Morro do Pilar. Entramos num restaurante em busca de informações e foi fantástico!!! Lá encontramos tudo o que precisávamos – o carimbo do passaporte, uma comidinha mineira e a informação de que Sr. Jésus nos levaria até Conceição. As 13h30min, como havíamos combinados por telefone, surge Sr. Jésus, um mineirinho típico, de poucas palavras, mas de uma eficiência impressionante. Tratou nossas bikes com o maior carinho, acomodando-as com maestria.

 

 
Sul da França de bike
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O trajeto de 27 km foi percorrido lentamente, pois as condições da estrada não eram favoráveis. Demoramos uma hora e trinta minutos de viagem.

 

Enquanto fazíamos o trajeto de carona, nossos amigos seguiram pedalando.

 

Enfim, depois de mais  um dia difícil chegamos  a Conceição de Mato Dentro na Pousada do Lago  onde esperamos pelos nossos amigos. Claudia Jak e Filipi chegaram primeiros , nos últimos quilômetros pegaram uma carona  ate a Pousada e o Carlão chegou por ultimo pois fez todo o percurso de bike. Realmente estávamos todos cansados. Nos acomodamos e descansamos.

 

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                                 Pousada do Lago
 
 6º Etapa
 
Conceição do Mato Dentro a Alvorada de Minas
 
 
Total 48 KM
 
Hoje a Claudinha e o Carlão nos cederam as camisetas da Estrada Real que o grupo havia feito para o percurso .Saímos de Conceição do Mato dentro e pedalamos por uma estrada com muitas retas e descidas…
Sul da França de bike
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Logo chegamos ao distrito de Córregos, pertencente a cidade de Conceição.
No centro da cidade, localiza-se a pequena igreja de Ns. Sra. Aparecida, de 1745.
A sua volta, existem vários casarios coloniais, muito bem conservados e bonitos!
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Nossa segunda parada foi no distrito de Tapera, um local pequeno e pacato, citado em 1.817 pelo naturalista francês, Saint Hilaire, como sendo um local de natureza bem preservada e belas paisagens… parece mesmo que o tempo parou, pois sua descrição, ainda é atual.
 
Sul da França de bike
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De Tapera a Alvorada de Minas já tínhamos decidido ir de carona, por dois motivos: o sol da tarde que castigava e as subidas muito fortes nesse trecho. Seguimos eu, Zé Marques e Claudinha.
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Nossos amigos ( Claudia Jak, Filipe e Maria) pegaram uma carona pequena com o Hailander, um morador local.Ele comentou que estava indo para sua chácara, que ficava após a temível subida de 4 km, com ascensão de 400m.
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Então eles aproveitaram, com exceção do Carlão, que seguiu determinado a enfrentar a “tal” subida.
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Chegamos em Alvorada de Minas e nos hospedamos  no Recanto das Corujas. Depois de muito tempo chegaram nos amigos felizes e cansados por terem feito o percurso considerados um dos mais difíceis do trajeto.

 

Marlene e Valtinho tem uma pousada perfeita, do jeitinho que todo cicloviajante quer: Simples e Aconchegante!

 

 
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7º Etapa

 

 

 

Alvorada de Minas  a São Gonçalo do Rio das Pedras

 

 
 
Total 48 KM
 
 
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Acordarmos com o nascer do sol – uma vista de encher os olhos e lavar a alma!

 

Tiramos a foto oficial da partida e saímos bem cedo. Pegamos um trecho de asfalto tranquilo. Nossa primeira parada foi em Serro.

 

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Perto das outras cidades da região, Serro parece uma metrópole, com um centrinho bastante movimentado. Na Praça João Pinheiro começa a escadaria de 58 largos degraus que leva até a Capela de Santa Rita.
A fama da cidade veio do seu queijo homônimo, fabricado há mais de 200 anos – muitos atribuem seu sabor distinto ao clima.
Deixamos Serro e seguimos pedalando. Nossa próxima parada, será no distrito de Milho Verde. Olha as placas de Diamantina começando a aparecer!O trecho a seguir era todo em asfalto.
 
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A cada quilômetro percorrido, o sol esquentava mais e a subida ficava íngreme. Estávamos próximos, poucos kilometros, mas não chegava nunca, foi quando um carro parou e perguntou se estava tudo bem e sugeriu que aceitásemos uma carona devido ao forte sol – Claro que aceitamos!!!!!( Eu,Zé Marques e Claudinha)   Seguimos de carona até Milho Verde e esperamos pelos nossos amigos.
 
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Milho Verde sediou no século 18 um registro, espécie de alfândega onde se controlava o trânsito de pessoas – e de pedras – que passavam pela Estrada Real. Hoje bem mais pacato, o vilarejo no alto de uma linda colina chama atenção pela pitoresca capela de Nossa Senhora do Rosário,que parece  plantada num amplo descampado.É maravilhosa!!!!!!

 

 

Permanecemos um tempo, no belo distrito de Milho Verde, e seguimos viagem.
Os moradores em Milho Verde nos alertaram sobre uma longa e íngreme subida até S. Gonçalo… mais uma. 
De Milho verde seguimos todos juntos para São Gonçalo, com exceção do Carlão. Ele havia ficado para trás, em Serro, para ir ao banco . Como ele pedala muito mais do que nós, seguimos sem ele na esperança que nos alcançasse.
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Em São Gonçalo  para variar, a pousada ficava na parte mais alta da cidade.

 

Ao término da subida, vimos uma placa do Refúgio 5 Amigos onde nos hospedaríamos.

 

 
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chegarmos à pousada, uma desagradável surpresa: Carlão não havia chegado. O que causou preocupação ao grupo. Mas logo aparece o Carlão!!!! Ele estava super cansado! Disse que um pouco antes de chegar a Milho Verde, desviou caminho para ver uma cachoeira e ali permaneceu um bom tempo. Provavelmente teríamos passado por ele nesta hora. Foi um desencontro. Ao final estávamos todos juntos novamente.Pronto  para o nosso ultimo dia de pedal.

 

 

 

8º Etapa
São Gonçalo do Rio das Pedras a Diamantina
Total 32 KM

 

 

 

Sul da França de bike

 

 

 

Assim que saímos de S. Gonçalo, pegamos uma descida de uns 3 km. No meio desta longa e inclinada descida, vemos a bela ponte, lá de cima, que está localizada bem próxima ao distrito de Vau. Esta ponte, datada do século XVIII, corta o rio Jequitinhonha e chama muito nossa atenção, tanto por sua conservação como por sua beleza.

 

Chegamos ao povoado de Vau e o único bar do vilarejo, estava fechado… mas o proprietário, ao ouvir nossa voz, rapidamente o abriu! O nome do bar – Último Gole –  último lugar para nos abastecer antes de Diamantina.

 

O interessante é que o nome do bar varia… caso esteja indo para Ouro Preto o nome do bar passa a ser: Primeiro Gole.

 

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Seguimos pedalando, alguns trechos ainda difíceis,mas de beleza imensurável. Estávamos próximos da meta final.

 

 

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Seguimos pedalando e chegamos a Ribeirão do Inferno, com uma bela ponte e um rio onde muitos banhavam-se.

 

e segundo moradores leva o nome de Ribeirão do Inferno, devido a uma mina ter desmoronado sobre 150 escravos, que trabalhavam na mineração de diamantes.

 

 

 

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Seguimos por mais alguns quilômetros e chegamos a Diamantina!!!!
Foram os últimos quilômetros mais difíceis, tanto pela temperatura como pelas longas subidas. Para ‘ajudar’, as subidas eram feita em calçamento de pedra.
 
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Mas chegamos! Chegamos ao centro histórico, chegamos na parte bela da cidade … Atingimos a meta!!!!!!

 

 
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Dos 395 km da Estrada Real ( Diamantina a Ouro Preto) eu e o Zé Marques pedalamos 315km. Algumas vezes pegamos carona. A minha maior preocupação era não atrasar o grupo,e também acredito fortemente que devemos respeitar o limite do nosso corpo, para que possamos usufruir da viagem toda.Essa era a nossa primeira cicloviagem. Estávamos felizes e gratos por um grupo fantástico terem nos aceito para uma aventura 
memorável.
 
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Obrigado a esse grupo que nos receberam com uma fidalguia e com uma naturalidade que nos surpreenderam.
Vivemos uma aventura que sempre lembraremos com saudades.
Pedalada difícil e cheia de obstáculos.
Mas, seguramente, nos divertimos muito e demos boas risadas.
A parte mais agradável talvez tenha sido os bons cafés da manhã que tomamos todos juntos, nos preparando para a jornada e  os jantares, com lembranças dos fatos do dia e novas e boas gargalhadas, lembrando os personagens e as figuras que encontramos em nossa jornada.
Encontramos lugares e pessoas maravilhosas.
Uma coisa que nos chamou atenção foi o carinho e o respeito que o grupo teve com todas as pessoas que tivemos contato.
Tínhamos um objetivo e o alcançamos.
Cada um de nós a sua maneira.
Chegamos à praça central de Diamantina, cansados, sujos, mas com um sorriso nos lábios e  com a sensação do dever cumprido.
A cerveja “Original” geladérrima desceu muito bem!
Jak, Filipe, Claudinha, Carlão e Maria – vocês são pessoas especiais.
Nossa gratidão por podermos fazer parte dessa aventura e conviver com vocês.
Um grande beijo a todos.
José Marques e Vera
 
Obs: algumas das fotos publicadas aqui foram cedidas pela Claudia Jak.  

 

 

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