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Na Finlândia – o destino foi Helsinque

11 de setembro de 2009

Helsinque – nome oficial Suomen Tasavalta (que significa “a terra dos mil lagos”) – é uma das cidades européias mais modernas e culturalmente progressistas. É a capital da República da Finlândia e a maior cidade do país. Com aproximadamente 560 mil habitantes, foi fundada em 1550 por Gustavo I , rei da Suécia , como alternativa à cidade de Tallinn , na Estônia .

Sul da França de bike

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Durante os seus 450 anos de história, a sorte da cidade oscilou de acordo com as batalhas entre Suécia e Rússia pelo controle do Mar Báltico. A influência desses dois vizinhos está impressa na capital finlandesa, tanto na sua arquitetura romântica, quanto na personalidade nacional, que combina a melancolia eslava com o liberalismo escandinavo.
Quando o país se tornou independente em,1917 , Helsinque foi escolhida para sede do governo. Em 1952 a cidade acolheu os Jogos Olímpicos de Verão , o que reforçou sua importância no panorama desportivo mundial.
Nosso hotel estava a algumas quadras da Praça do Mercado, de onde avistamos a arquitetura imponente da Prefeitura, do Palácio Presidencial e o porto de onde partem as excursões marítimas.
A cidade realmente parecia tranquila e fácil de percorrê-la. Com o mapa na mão,
decidimos iniciar nossa caminhada pela avenidas Mannerheimintie e Aleksanterinkatu onde estão concentrados lojas , restaurantes, bares e cafés.

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O dia começaria com uma visita à Fortaleza Suomenlinna, situada numa ilha próxima a Helsinque. No porto chegamos a tempo de embarcar no primeiro horário. O tempo de viagem durou somente meia hora.
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A Fortaleza Suomenlinna foi construída a mando de Frederico I da Suécia , em 1747 , no intuito de proteger as províncias suecas na Finlândia e o próprio país do avanço russo. E desde 1991 encontra-se classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Quase mil pessoas ainda moram lá, trabalhando, tanto no setor militar como nos prédios históricos que formam o conjunto, entre os quais diversos museus, parques, restaurantes, praia e até uma cervejaria. Não visitamos nenhum museu na ilha – o tempo disponível não permitia – mas conhecemos a praia e tomamos uma cerveja finlandesa.
De volta ao porto, pudemos caminhar e observar as pessoas na Praça do Mercado, agora com dezenas de barracas armadas, onde se pode encontrar de tudo um pouco: peixes, pratos típicos, casacos de lã, roupas, curiosidades, souvenirs etc.
Ao lado da praça o movimento dos bondes modernos e silenciosos chamou a atenção. Resolvemos conhecer o bonde e seu funcionamento; realmente ele é eficiente, confortável e tranquilo.
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Nosso próximo destino, a Catedral Uspenski, agora sim para visitar seu interior, pois Catedral está construída em uma encosta, sobre a península Katajanokka, ao lado do nosso hotel, e ela já havia chamado atenção pelas suas cúpulas douradas e fachada de tijolos vermelhos – fantástica!
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Projetada pelo arquiteto russo Alexey Gornostaev (1808-1862), a catedral foi construída após a sua morte, entre 1862-1868. É a principal Igreja da Congregação Ortodoxa de Helsinque; seu nome vem da palavra russa “uspenie”, que corresponde a “assunção”. Ela foi dedicada à Assunção da Virgem Maria
A igreja é um dos símbolos mais claros do impacto da Rússia sobre a história finlandesa. Possui vários ícones valiosos, símbolos da Igreja Ortodoxa, como o de São Nicolau – The Miracle Maker que, infelizmente foi roubado 2007, em pleno dia, enquanto centenas de turistas visitavam a catedral. O ícone é procurado na Finlândia e no estrangeiro.
A menos de um quilômetro dali, fica a Praça do Senado, para a qual nos dirigimos – nosso objetivo era visitar a Catedral Evangélica Luterana.
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A Catedral foi construída originalmente entre 1830-1852, em estilo neoclássico, como uma homenagem ao Grão-Duque Nicholas I, o Czar da Rússia, e até a independência da Finlândia, em 1917, foi chamada de Igreja de São Nicolau (St. Nicholas’ Church). Antes de ser construída, em seu lugar ficava uma pequena igreja, chamada a Igreja de Ulrika Eleonora. Foi dedicada à sua padroeira, Ulrika Eleonora, rainha da Suécia.

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A Catedral se destaca na praça, com uma cúpula verde alta, rodeada por quatro cúpulas menores. Foi concebida por Carl Ludvig Engel para formar o clímax de todo o conjunto de prédios que formam a Praça do Senado, todos projetados por Engel. O edifício é formado por uma cruz grega no plano (ou seja, uma praça central de massa com quatro braços de igual comprimento). É simétrica em cada uma das quatro direções cardeais, cada uma marcada por uma colunata e o frontão. Engel tinha intenção de colocar mais uma fileira de colunas sobre o lado Oeste para marcar a entrada principal (em frente ao altar, no lado Oeste), mas nunca foi concretizado.

No centro da praça, um monumento homenageia o tzar Russo Alexander II. Cercando-o estão outros prédios importantes como o Conselho de Estado – construção de 1822 –, a universidade (1832) e a Biblioteca central – todo o conjunto extremamente harmônico arquiteturalmente. Pena que não tínhamos tempo para ficar sentados naquelas escadarias observando as pessoas.
Tínhamos um percurso a ser comprido, dali seguimos direto – de carro – para, a Igreja Temppeliaukio.
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A Igreja Temppeliaukio é uma igreja luterana localizada no bairro Töölö. Sua concepção arquitetônica inicial é da década de 1930, sendo interrompida quando começou a Segunda Guerra Mundial, em 1939.
Em 1961 foi realizada nova concorrência e venceu o projeto dos irmãos arquitetos Timo e Tuomo Suomalainen, cujo projeto inicial, por razões econômicas, acabou sendo reduzida em um quarto.
A igreja foi construída entre 1968-1969, em rocha sólida, por isso, também é conhecida como a Igreja de Pedra. O interior foi escavado e construído na rocha, mas é banhado pela luz natural que entra pela da vidraça da cúpula.A luz natural ilumina o interior através de 180 vidros localizados entre a cúpula e a parede.


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A cobertura da igreja é feita por um círculo côncavo de cobre: simplesmente fantástica! A escolha da forma idiossincrásica tornou-a favorita entre profissionais e amantes da arquitetura.
A igreja é muitas vezes utilizada para concertos, devido à excelente acústica, e, por incrível que pareça, no momento da nossa visita uma apresentação musical acontecia – não houve como não sentarmos e apreciarmos. Foi de tirar o fôlego.
O dia, que realmente estava superando as expectativas, ainda prometia mais. Impressionante como o ditado “Deus ajuda quem cedo madruga” faz sentido: já tínhamos caminhado muito e ainda teríamos tempo, segundo nossos guias, para visitar o Sibelius Memorial Park e o museu ao ar livre de casas de madeira tradicionais, na Ilha de Seurasaari. Aí sim, segundo eles, nosso roteiro estaria encerrado.

Seguimos para o parque que estava fabuloso: uma variedade de tons de verde em seu gramado e árvores que nos deixou pasmos. O dia ensolarado ajudava mais ainda.
O Sibelius Memorial Park é um monumento à vida e à musica de Jean Sibelius, o mais importante compositor de música erudita finlandesa e um dos mais populares compositores do final do Século XIX e início do Século XX. Sua genialidade musical também teve importante papel na formação da identidade nacional finlandesa.

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O monumento foi construído nos anos 60 em meio a controvérsias. Sua metáfora musical é bastante surpreendente: sólido e transparente de longe, arejado de perto – tubos ocos estão abertos em ambas as extremidades e alguns nas laterais também.
A visita foi impressionante, mas mais uma vez o tempo foi cruel: tínhamos ainda que visitar a Ilha de Seurasaari.

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O museu, ao ar livre, tem residências, igrejas, estábulos, escolas e diversas outras construções, reproduzindo sua arquitetura original. Ao todo, são oitenta e seis prédios, reproduzindo a vida e a comunidade típica do interior, durante os séculos XVIII e XIX.
Simplesmente fantástico! Claro que não exploramos o lugar como gostaríamos, mas paramos para um café em um local muito charmoso, com comida típica e as atendentes vestidas com trajes típicos do local. Perfeito!

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Helsinque valeu a pena!!!!!
Nosso proximo destino:Estocolmo

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1 Comment

  • Reply ubirajara 19 de fevereiro de 2011 at 17:48

    Prezada Vera e Dr Jose´, estou extasiado com as viagens feitas por voceis,estou me deliciando com as fotos e comentários feitos pela Vera ( o Zé) não fala nada,lógico, só fica no bom vinho!!! Hoje passei a tarde tôda nessa viagem que me fiz com voceis, muito legal mesmo. Ótimo !!! Vou continuar néssa perigrinação amanhã. Vera,passar com sua linguagem fácil o que viram,é realmente sensacional. Parabéns do amigo Ubirajara (bira)

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