Noruega Oslo outrasviagens

Na Noruega o destino: Oslo,Myrdal,Balestrand,Sognefjorden,Fjaerland, Bergen

13 de setembro de 2009


um roteiro de tirar o fôlego

Começamos por Oslo

Nosso trem saiu às 8h29min e chegaríamos a Oslo às 14h36min. Na Noruega, 8h29 não são 8h30 e impressionantemente eles saem no horário marcado.
Aproveitaríamos a viagem não só para apreciar a paisagem, mas também para descansar no dia anterior havíamos caminhado 12h seguidas.
Do trem o que se via eram colinas cobertas de vegetação, casinhas coloridas subindo e descendo pelas encostas.
A capital da Noruega é uma cidade pequena, com apenas 500 mil habitantes. Oslo foi fundada pelos vikings em 1048, é a mais antiga das capitais escandinavas. Poucas construções da época sobreviveram. O centro antigo fica entre as ruas Radhusgata e Karl Johans Gate. Essa última, que desemboca na estação central de trens, é um calçadão repleto de lojas onde os turistas compram presentinhos típicos, como duendes e suéteres de lã com estampas norueguesas. E era lá que estava o nosso hotel – Thon Hotel Spectrum – mais uma vez tudo certo com as reservas e a localização privilegiada.
Sul da França de bike
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Depois de acomodados, decidimos visitar o Vigeland Park, local mais distante – terminaríamos o dia nele. Pedimos informações sobre o transporte público, na recepção. O local onde deveríamos pegar o bonde que nos deixaria lá, ficava ao lado do hotel. Muito fácil e tranquilo.
O tempo estava nublado, e começava a chover, mas logo o fim de tarde nos presenteou com um sol maravilhoso, tempo perfeito para caminharmos por lá.
O Vigeland Park é um dos mais belos entre os 400 parques locais. Projetado pelo arquiteto e escultor da terra, Gustav Vigeland, tem 212 gigantescas esculturas, distribuídas em 320 mil metros quadrados. São esculturas com temas diversos, como namorados, velhos, mendigos, amantes, entre outros. Impressionante mesmo é a escultura central, feita a partir de um único bloco de pedra, com 14 metros de altura, representando 121 figuras humanas interligadas, representando o ciclo da vida. Foi divertida a caminhada e ficar imitando as posições das esculturas.

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De lá, já no início da noite, pegamos o bonde e paramos no lugar mais badalado – Aker Brygge. O cais de onde zarpavam os vikings é hoje a região mais chique da cidade. Ao longo do deque de madeira, misturam-se modernos edifícios lojas e restaurantes.
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Entramos em um restaurante charmoso, mais uma vez com mantas coloridas dispostas nas cadeiras. Estávamos na Noruega, então buscamos no cardápio um bacalhau – não encontramos. Parece incrível, mas o bom e velho bacalhau norueguês não é popular, como se poderia imaginar. Na verdade, a Noruega mais exporta que consome o peixe. Experimentamos uma sopa de peixe fantástica!
Estudando o mapa, vimos que não estávamos longe do hotel, por isso resolvemos voltar caminhando. Valeu a pena! Oslo revelou-se organizada, limpa e muito calma, relembrando uma pequena cidade do interior do Brasil.
No caminho vimos o prédio da prefeitura, em nítido estilo cubista, inaugurado em 1950, para celebrar o 900º aniversário de Oslo. Na época de sua construção, o edifício de tijolos aparente foi alvo de polêmica, pois muitos o julgavam totalmente distante do estilo norueguês. Realmente, não é um prédio bonito, mas, em compensação, está situado na área mais nobre e bonita da cidade, em frente à baia de Pipervika,de onde, no dia seguinte, sairíamos rumo à Península Bygdoy
Caminhamos lentamente em direção ao hotel, já pensando como organizaríamos o dia seguinte.
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No dia seguinte…

Acordamos cedo e fomos direto para o porto. De lá, um barco nos levaria à Península Bygdoy. Na península duas atrações eram imperdíveis – o Norsk Folkemuseum e Vikingsskipshuse. Aos outros dois museus, o Frammusset e o Museu Kon-tiki, a visita dependeria da disponibilidade do tempo.
Começamos pelo Norsk Folkemuseum, um museu a céu aberto, situado em um parque arborizado, no qual estão dezenas de prédios e construções típicas da Noruega, de diversas épocas: casas, escolas, estábulos, teatro etc. A mais bonita é a Igreja Gol Stave, construção do século XIII, toda em madeira, foi montada peça por peça e transferida para o museu em 1885. Foi fantástico, tivemos a oportunidade de ver pessoas que moravam ali, representando o povo da época. Eu só lamentava não ter mais tempo disponível.

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Seguimos para o Vikingsskipshuse. Esse museu tem três embarcações vikings, encontradas depois que permaneceram enterradas por séculos, conservadas graças às características do terreno em que estavam. Ao entrarmos no museu, deparamos com um barco enorme, o Oseberg, construído no século 9. Esse barco, de 22metros de comprimento por 5 de largura, serviu como túmulo de uma rainha viKing e seus escravos.No museu foi possível ainda contemplar achados da sepultura de Oseberg, como ferramentas, trenós cerimoniais, baús e tapeçarias. As outras embarcações existentes no museu são os barcos Gokstad e o Tune, ambos descobertos na margem ocidental do fiorde de Oslo. Existem, no museu, pequenas plataformas onde é possível subir para ver a parte de dentro dos navios. Foi interessante a visita: conhecer um pouco da civilização viking, marcante em toda a Europa e objeto do interesse dos estudiosos. Fantástico!
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Nossos amigos ficariam um pouco mais, na loja do museu. Nós resolvemos caminhar pela península. O lugar era muito aprazível, andar sem rumo por ali era tudo o que queríamos. Encontramos, pelo caminho, pequenas praias, onde pessoas aproveitavam o início de verão e o sol para fazer piquenique. O lugar estava florido e o perfume das flores era impressionante.

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Passamos ainda pelo Museu Fram, numa visita relâmpago: lá está navio Fram, conhecido por levar o explorador Roald Amundsen em sua épica viagem ao Polo Sul, em 1911. Dentro do museu, uma série de painéis conta a história da exploração da Antártica.
Decidimos não entrar no Museu Kon-tiki: aproveitaríamos o tempo e o sol maravilhoso para também fazermos um piquenique. Passamos por uma cafeteria, pegamos uma cerveja e um sanduíche e fomos curtir o mar.

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Tínhamos que continuar, ainda estava planejada para o dia uma visita à Fortaleza Akershus Festning. Tomamos o barco de volta.
A Fortaleza Akershus Festning é a mais notável edificação da época medieval. Sua história começa em 1299, quando o rei Haakon V deu a ordem de construir uma fortaleza para proteger a cidade dos constantes ataques da vizinha Suécia. Há 700 anos permanece como o principal símbolo da independência de Oslo e da Noruega. No castelo Akershus, os aposentos estão praticamente vazios, embora as tapeçarias no salão Romerike sejam esplêndidas. Também visitamos a capela e o mausoléu real, no qual estão enterrados os membros da atual dinastia norueguesa.
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Caminhando pela fortaleza encontramos uma jovem brasileira que estava morando lá há três meses. Percebemos que ela estava sedenta por uma conversa em português, pelo contato com brasileiros; então a convidamos para um café.
Ela nos acompanhou até o metrô, pois esse seria o meio de transporte que utilizaríamos para chegar até o Museu Mucnch.
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O lado sombrio da Noruega foi transformado em arte por Edvard Munch (1863 -1944), provavelmente o mais famoso pintor norueguês de todos os tempos. No museu há mais de 50 versões do quadro O Grito, sua obra mais conhecida. Valeu a pena ir ate lá.
A meta para o dia tinha sido cumprida, ainda tínhamos tempo para caminhar sem rumo, explorando e observando o movimento das pessoas – voltamos com tranquilidade para o hotel. No caminho reencontramos nossos companheiros de viagem. E para encerrar o dia paramos para um café no famoso Grand Café, localizado no luxuoso Grand Hotel. Foi nesse café que o escritor Ibsen passou muitas horas durante sua temporada em Oslo. Uma boa forma de arrematar o dia.
Mais um dia produtivo: voltamos extasiados para o hotel!


Saindo de Oslo, nosso destino seria Balestrant.

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