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St.Petersburgo – De trem Flecha Vermelha ou Krasnaya StrelKa

25 de agosto de 2009
Finalmente, íamos pegar o Trem Flecha Vermelha para São Petersburgo.
Já estávamos com os bilhetes nas mãos e também familiarizados com a Estação Leninsgradsky – havíamos feito isso no primeiro dia. Então só nos restava esperar.
A partida estava marcada para as 23h50min. Pouco antes do horário, lá estava ele: o famoso e legendário Trem Flecha Vermelha ou Krasnaya StrelKa. Fantástico!!!
O Krasnaya Strelka é um trem de 75 anos pintado de vermelho e amarelo e tem no seu interior uma decoração em dourado e vermelho que combina com os uniformes dos empregados. As cabines da primeira classe oferecem duas camas com lençóis de algodão egípcio, TV de plasma e mesa de refeições.
A viagem foi ótima; mas o que realmente marcou foi poder observar, no rosto do nosso amigo, a expressão de contentamento por realizar um sonho. Afinal era muito interessante estar no trem citado, por exemplo, no livro O grande inimigo: a história secreta do confronto final entre CIA e KGB ,de Milt Bearden.
Claro que não poderíamos deixar de jantar a bordo e brindarmos com uma boa vodca o fato de ali estarmos.
Sul da França de bike

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Dia5
O trem chegou a São Petersburgo às 8h. Nossos amigos haviam contratado, através da guia de Moscou, o serviço de uma guia local. Ficou combinado, então, que ela nos pegaria na estação. Foi ótimo, porque chovia, fazia muito frio e nosso check – in só poderia ser feito às 13h. Então, das 8 às 13, ficaríamos com ela. Digo ótimo porque pudemos fazer um primeiro reconhecimento da cidade de carro; a guia, porém não foi nada receptiva, falava muito mal o espanhol e parecia preferir estar no aconchego do lar a acompanhar a gente naquele tempo chuvoso e frio. São Petersburgo estava gelada, a temperatura era de 4 graus e o vento, cortante. Totalmente diferente do clima vivido em Moscou.
Nossa guia iniciou o tour apresentando-nos o Aurora Cruiser, um cruzador construído entre 1897 e 1900, que participou da guerra russo-japonesa de 1904, mas que adquiriu fama em outubro de 1917, por ter dado o primeiro tiro contra o Palácio de Inverno,sinalizando o início da revolução que iria levar os comunistas ao poder. Hoje funciona como um museu. Nossa parada ali foi o tempo suficiente para uma foto.


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De lá seguimos para a Petropavlovskaya Krepost, a Fortaleza de Pedro e Paulo, cuja construção foi feita por ordem de Czar Pedro I, como defesa perante os ataques da tropa sueca que dominava no Mar Báltico. Situada no centro da parte antiga, da cidade sobre uma ilha pantanosa no rio Neva, essa cidadela abriga uma catedral, museu, uma antiga prisão e outros prédios administrativos. Nós estávamos com a guia, então seguimos seu roteiro e nossa visita ali se restringiu à Catedral dos Santos Pedro e Paulo. A Catedral, erguida em 1723, tem uma torre de 122 metros arrematada por uma agulha que suporta uma esfera com um anjo, sustentando uma cruz e um relógio estilo holandês, que a cada seis horas toca o hino nacional. É impressionante!


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No interior surpreende a presença de um púlpito, pois as igrejas russas não costumam contar com esse elemento e o que nos impressionou foram os ícones desenhados dentro do espírito católico. Também de tirar o fôlego são os grandes sarcófagos de mármore branco que guardam os restos mortais de Pedro I e praticamente todos os czares e czarinas que o sucederam – com exceção de Pedro II e Ivan VI. Uma salinha à parte, anexa à nave principal, desperta grande curiosidade. Lá está a família de Nicolau II, o último dos Romanov, executada pelos bolcheviques em Yekaterinburg, na Sibéria Oriental, em 1918.
Do cais da fortaleza tem-se uma vista única da cidade. Valeu a visita, pena que tenha sido rápida.


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Nosso tour seguiu com uma visita de carro à Vasilesvskiy Island e à Sennaya Ploshchad onde visitamos a Catedral de São Nicolau, com uma arquitetura combinando estilo barroco com elementos tradicionais da arquitetura russa. A catedral tornou-se uma espécie de memorial em homenagem aos marinheiros perdidos. O bispo de Saint-Petersburg Veniamin consagrou o templo em 1762. Após a guerra entre a Rússia e o Japão (1904-1905), dois pavimentos foram estabelecidos como memorial com os nomes dos marinheiros perdidos. No jardim, que se situa ao redor do templo, ergue-se um obelisco de granito com escultura de uma águia, monumento em honra dos heróis da guerra russo-japonesa.
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O término do tour previsto para dar-se às 12h, foi religiosamente cumprido. A guia nos deixou no Hotel Dostoevssky, muito bem localizado, mas impessoal demais.
No hotel fizemos o chek-in; acomodamos-nos e com um mapa na mão e o guia, planejamos nossa estadia ali. Teríamos pouco tempo (três dias): tudo tinha que ser planejado para que não perdêssemos tempo. Para esse dia ainda tínhamos um show folclórico para ver; agendado para as 18h.

Bem, depois de acomodados, teríamos antes do horário do show, um tempo para explorar a cidade, agora sem guia. Saímos então para ver e sentir de perto São Petersburgo.
São Petersburgo é simplesmente indescritível, construída às margens do rio Neva, sobre centenas de ilhas de todos os tamanhos, entrecortadas por canais – lembrou-me Veneza. Margeando os canais, estão casas simples, mas também construções grandiosas, museus, teatros, palácios, torres e igrejas… Suas pontes são verdadeiras obras de artes.Aliás,tudo em St.Petersburgo respira arte – um museu a céu aberto, como definiu muito bem nosso amigo e companheiro de viagem. É frequentemente descrita como a maior cidade do Oeste Europeu Russo. Seu centro histórico e o grupo de monumentos constituem patrimônio mundial da UNESCO. Centro político e cultural russo por 200 anos, a cidade é muitas vezes referida na Rússia como a capital do norte.
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É a segunda maior cidade da Rússia e a quarta da Europa (em território) atrás de Moscou,Londres e Paris. A cidade possui 4,6 milhões de habitantes e mais de 6 milhões de pessoas vivem nas cercanias. Hoje é um dos maiores centros culturais da Europa e um importante porto russo no Mar Báltico.
Teríamos muito que ver, e, em pouco tempo. Começamos então explorando a mais famosa avenida, segundo minhas pesquisas, a Nevsky Prospect .
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Avenida Nevsky é a principal rua da cidade de São Petersburgo. Planejada por Peter, o Grande, como o início do caminho para Novgorod e Moscou.
Com quatro quilômetros de comprimento, a Avenida Nevsky mostra uma infinidade de contrastes. Muitos cafés, restaurantes, lojas, museus e bibliotecas concentram-se ali. Quase todos os prédios têm estilo arquitetônico típico do século 19. Entre os pontos mais conhecidos da avenida encontra-se o Gostinny Dvor, maior shopping da cidade, disfarçado em sua fachada de antigo mercado, construído em 1765; a Praça Kazanskaja com a Catedral de Nossa Senhora de Kazan e, em frente, a livraria Dom Knigi – a melhor segundo meu guia impresso.

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Seguimos explorando a avenida, até o Admiralty Square. Lá encontramos um jardim belíssimo, projeto do paisagista Eduard Regel. O Jardim foi formalmente inaugurado em 1874, na presença de Alexander II, e restaurado no início da década de 1920. Durante o cerco de Leningrado, na Segunda Guerra Mundial, nenhuma árvore no jardim foi cortada, embora os habitantes da cidade na época necessitassem desesperadamente de lenha. O Jardim foi severamente danificado pelos ataques aéreos e bombardeamentos, mas foi novamente restaurado e aberto ao público.

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Seguimos caminhando até chegarmos ao Nikolayevsky Palace, local no qual assistiríamos à apresentação do balé folclórico. No teatro – muito bonito – fomos recepcionados por um jovem casal, trajado com vestimenta típica da Rússia, com taças de champanhe. Ali já percebemos que o que viria seria fantástico. E foi: um show vibrante, colorido, alegre. Os profissionais apresentam coreografias e músicas de diferentes regiões do país, o que possibilita um pouco a compreensão da tradição e cultura russa.
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Tivemos ainda no intervalo uma degustação de vodca e caviar. Ou seja, mais um dia perfeito – apesar do frio e do vento cortante.
Voltamos para o hotel satisfeitos. Planejamos o dia seguinte, teríamos que ser criteriosos no roteiro, para que nenhum lugar imperdível fosse esquecido.

Dia6
Começamos o dia caminhando em direção à Praça do Palácio – centro da São Petersburgo imperial. Nela encontra-se o Palácio de Inverno, construído entre 1754 e 1762para servir de residência de inverno aos czares russos e suas famílias. Projetado pelo arquiteto italiano Rastrelli,o palácio verde-e-branco em estilo rococó possui 1.786 portas e 1.945 janelas e 1057 salões ricamente adornados .Catarina, a grande , foi a primeira czarina a ocupá-lo.
O palácio faz parte, atualmente, de um complexo de edifícios conhecido como Museu Estatal do Hermitage
O Museu Hermitage é um dos maiores museus de arte do mundo; sua vasta coleção possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, européia, oriental e do norte da África , e está distribuída em dez prédios situados ao longo do rio neva , dos quais sete constituem, por si mesmos, monumentos artísticos e históricos de grande importância.
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Sabíamos da imensidão do Hermitage. Organizado ao longo de dois séculos e meio, o museu possui hoje um acervo de mais de 3 milhões de peças e mantém ainda um teatro, uma academia musical e projetos subsidiários em outros países. Seu interior realmente era de tirar o fôlego. Explorá-lo, realmente, levaria dias, o que não era o nosso caso. Teríamos apenas uma manhã, mais uma vez teríamos que prestar atenção no roteiro dentro do Hermitage.
Com a planta do museu na mão – adquirida na entrada – traçamos alguns objetivos: não sairíamos dali sem ver, por exemplo, a Madonna Litta e a Madonna Benois, de Leonardo da Vinci; O sacrifício de Abraão, de Rembrandt; Aonde vais mulher, de Gauguin, a Dança, de Matisse. Vimos isso e muito mais: andamos sem parar por cinco horas, tirando o máximo de proveito da visita. Passamos pela Cultura Primitiva da antiga URSS, pela Arte do Oriente, pelas Antiguidades Clássicas, pela Cultura e Arte Russa – Arte da Europa Ocidental, pela Numismática. Mais uma vez saímos dali com a alma e cérebro alimentados.
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Ainda na praça, vimos a Coluna de Alexandre – sólido monolito de 600 toneladas e 50m de altura, comemorativo da vitória de Alexandre II sobre as tropas de Napoleão Bonaparte. No topo da coluna situa-se um anjo segurando uma cruz, e, segundo consta o rosto do anjo foi modelado de forma a reproduzir as feições do imperador.
E agora observando melhor todo conjunto arquitetônico, pudemos perceber a harmonia do lugar. Fantástico!!!! Havia até pessoas vestidas com trajes de época dos imperadores Pedro, o Grande, e Catarina. A vontade era ficar caminhando por horas, de um lado para outro, observando o movimento e explorando cada ângulo, na busca de uma boa foto; mas o tempo não permitia. Tínhamos um roteiro para cumprir.
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Saímos em direção à Praça dos Dezembristas, em cujo centro acha-se a estátua equestre de Pedro I, conhecida como O Cavaleiro de Bronze, com 1600 toneladas de peso.
Da Praça dos Dezembristas à Praça de São Isaac encontram-se importantes edifícios, como o Museu dos Instrumentos, que conserva os pianos de Korsakov e Rubinstein; a Central de Correios; o Museu Postal Popov, com uma exposição de mais de 3 milhões de selos; o Palácio Naryskim, construído por Rinaldi, em 1760. Nesses edifícios a visita se restringiu ao exterior: nosso tempo era curto e estava reservado para a Catedral de São Isaac – ela deveria ser explorada.

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A história da Catedral São Isaac remonta à construção da pequena igreja de madeira, construída em 1710, encomendado por Pedro, o Grande. O templo foi consagrado à memória de Santo Isaac Dalmatian, o santo padroeiro de Pedro, o Grande. A pequena igreja de madeira foi substituída por outra de pedra, que ficou imprestável em meados do século XVIII . Por último, no princípio do século XIX , decidiu-se erguer uma nova catedral. Participaram do concurso destacados arquitetos da época. Saiu vencedor o jovem arquiteto francês Auguste Montferrand . Ele apresentou 24 projetos da futura catedral em diferentes estilos – em bizantino, românico, gótico, e até mesmo à maneira a indiana e da chinesa arquitetura. As obras foram iniciadas em 1818 e duraram quase 40 anos. Montferrand brincava que morreria ao completar a construção da catedral, por isso que não tinha pressa. As obras foram interrompidas e foi formada uma comissão especial para corrigir o projeto.
Em maio de 1858, o templo tornou-se a principal catedral da cidade. É interessante saber que a profecia de Montferrand se tornou realidade – um mês após a construção da catedral, ele morreu.
Hoje a Catedral de São Issac é a quarta maior catedral do mundo, após a catedral de São Pedro, em Roma, a Catedral de St. Paul, em Londres, e a Catedral de Santa Maria, em Florença.
Ela é simplesmente deslumbrante, suntuosa, de tirar o fôlego. Na sua decoração, empregaram-se 43 tipos de minerais . O zimbório foi revestido de granito e o interior, paredes e chão, de mármores russos, italianos e franceses; as colunas do retábulo foram revestidas de malaquita e lápis – lazúli . Para dourar a cúpula de 21,8 m de diâmetro , empregaram-se cerca de 100 Kg de ouro. Adornam a catedral quase 400 obras entre esculturas,pinturas e mosaicos . Seus alicerces estão baseados em 24.000 troncos cravados na terra. O prédio tem quatro impressionantes portadas com 112 colunas de granito vermelho finlandês e uma cúpula dourada de 102 metros, rodeada por quatro campanários. No interior, 14.000 pessoas podem seguir o culto religioso para depois admirar o impressionante iconostásio de malaquite e lápis-lazúli e o pêndulo de Foucault, que começa desde a cúpula central.Desde 1931 a catedral é um museu.
Outra atração na catedral é subir até a colunata e desfrutar da vista deslumbrante do centro de São Petersburgo. Essa aventura infelizmente o frio, o vento cortante e a chuva, fizeram com que desistíssemos dela.
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Seguimos, então, nosso roteiro, da Catedral de São Issac para a Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado.
A Catedral de Nosso Salvador do Sangue Derramado é a catedral mais pitoresca de São Petersburgo. Também conhecida com o nome de Catedral da Ressurreição de Cristo, é uma das jóias da arquitetura russa dos finais do século XIX e início do século XX.
Como templo-monumento, está no exato local onde foi assassinado, em 1881, o czar Alexandre II, razão pela qual seu nome faz referência ao Sangue Derramado.
O arquiteto-chefe da obra foi Alfred Alexandrovich Parland, um projetista russo pouco conhecido. Ao contrário dos demais templos da cidade, majoritariamente barrocos e neoclássicos, essa catedral adota o estilo romântico e nacionalista das igrejas russas do século XVII. Suas fachadas são revestidas com ladrilhos, azulejos e cerâmicas esmaltadas. No interior, decorado por alguns dos mais prestigiosos artistas da época – Viktor Vasnetsov, Mikhail Nesterov e Mikhail Vrubel, entre outros –, foram aplicados mármores italianos e pedras semi-preciosas russas, além de magníficos mosaicos. Saqueado após a Revolução de 1917 e fechado nos anos 30, o templo serviu como depósito de batatas durante a II Guerra e como almoxarifado de um teatro, após o conflito. Restaurado por longos 27 anos (1970-1997), o edifício funciona hoje como Museu do Mosaico.
A riqueza dos mosaicos que cobrem o seu interior e parte do exterior, uma superfície de 7.000 metros quadrados, é ímpar. Os mosaicos foram realizados com base nas obras de 32 artistas e são obras de arte únicas que merecem ser apreciadas.
Estávamos em estado de graça, tudo era tão deslumbrante e a emoção de conferir tudo aquilo de perto, me deixava particularmente abobalhada: meus olhos viam, mas eu não acreditava. Saímos de lá com tempo de apreciarmos a feira de artesanato local, em frente à igreja – Fantástico!!!!


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De volta à Avenida Nevsky Prospect, fomos em direção à Praça Kazanskaja – o objetivo agora era a Catedral de Nossa Senhora de Kazan – Kazanski Sobor – a maior construção de destaque na avenida.
Construída entre 1801 e 1811 pelo arquiteto Andrei Voronikhin,a catedral foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma, destinada a ser a principal Igreja Ortodoxa do país. A obra levou 10 anos – um curto período para a grandiosidade da construção. Após a guerra de 1812 – durante o qual Napoleão foi derrotado – a igreja se tornou um monumento à vitória russa. O
general Mikhail Kutuzov, imortalizado por Tolstoy em Guerra e da Paz, está enterrado nessa catedral.Na frente da igreja desde 1837, há uma estátua do general Mikhail Kutuzov e de Barclay de Tolly
A altura da catedral é impressionante: 71metros. Dentro e fora, a catedral foi adornada com únicas colunas feitas de granito monolítico pesando 30 toneladas cada uma. Em frente à catedral, um belo jardim – enriquecido de papoulas – e bancos de praça nos possibilitaram uma parada para sentar e observar o vai e vem intenso de pessoas, provavelmente voltando do trabalho. Fim de tarde na Avenida Nevsky Prospect!

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O dia passou e até então tínhamos alimentado nossa alma e nosso cérebro. O estômago começava a reclamar. O frio nos convidava a aquecê-lo com uma sopa – típica russa, claro. Lembramos ter lido no nosso guia a respeito do Literary Café, famoso por ter sido frequentado por Alexander PushKin,importante poeta russo.Terminar o dia ali seria perfeito.
No lugar, realmente muito interessante, chamou-nos a atenção logo na entrada uma mesa com a estátua do poeta. Entramos, e um senhor muito atencioso nos recebeu informando que o local estaria fechado para uma festa particular. Nosso olhar de desapontamento, ou de muita vontade de ficar ali, fez com que essa pessoa gentil providenciasse uma mesa para nós. Foi perfeito!!!! Tomamos vinho e a tradicional sopa russa – Borscht – uma delícia!
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Voltamos para o hotel, agora percorrendo lentamente a avenida. A chuvinha, que persistiu o dia todo, tinha ido embora e no céu surgia um pôr de sol fantástico – com cores que iam do laranja ao vermelho. Só podíamos agradecer por mais um dia e nos preparar para o dia seguinte

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Dia7

Ainda existia muito a ser visto em São Petersburgo, mas tínhamos que fazer uma escolha. Um passeio que não deveríamos perder em hipótese alguma seria para a cidade de Peterhoff (ou Petrodvorets), a cerca de trinta quilômetros de, São Petersburgo.Nessa cidade encontra-se o Palácio Peterhof, um conjunto de palácios e jardins, construídos sob as ordens de Pedro,o Grande , e por vezes chamado de “Versailles Russo”. Fica situado nas proximidades da cidade, com vista para o Golfo da FinLândia , um braço do Mar Báltico . Assim como todo o Centro Histórico deSão Petersburgo , o palácio do Peterhof faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco.
Tínhamos visto a possibilidade de irmos de ferryboat, um passeio também imperdível, mas o horário de saída -10h da manhã – não favorecia; chegaríamos por volta das 11h30m, ou seja, perderíamos a manhã. Então resolvemos ir de ônibus: sairíamos mais cedo e ainda vivenciaríamos o dia a dia das pessoas (metrô, ônibus). Obtivemos as informações necessárias na recepção do hotel e lá fomos nós. Tudo muito tranqüilo – metrô e ônibus – e fantástico, porque, no caminho, nosso ônibus nos deixou ao lado da Catedral de Peterhoff – maravilhosa! – e ainda assistimos a uma celebração ortodoxa.


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Peterhof, conhecida por ter servido de habitação ao fundador da cidade, o Czar Pedro,O Grande , foi erguida entre os anos de 1714 e 1725 . No entanto, o monarca já planejava construí-la desde 1705, dois anos depois da fundação de São Petersburgo. É uma verdadeira jóia da arte e da arquitetura russas, que vai muito para além do Grande Palácio.
Na verdade, o conjunto é formado por mais dezenove outros palacetes, vilas e pavilhões, espalhados pelo parque de 1000 hectares , abrindo perspectivas inesperadas por entre a espessa vegetação. Dentre essas construções, destacam-se os Pavilhões de Monplaisir, Marly e Ermitage.


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Do centro do Peterhof partem, radialmente, cinco avenidas que se dirigem para o mar: as quatro laterais, duplas, conduzem aos pavilhões de Monplaisir e do Ermitage; a central ladeia a parte esquerda do canal e conduz ao pequeno pórtico. No centro do lago, no qual começa o canal, da boca aberta de um leão, eleva-se um repuxo de 20 metros, o mais alto dos dois mil que existem no Parque Inferior.
A maior e mais bonita fonte de todo o parque, A Grande Cascata, prolonga-se por um grande canal, o Canal do Mar, até ao Mar Báltico . Nos vários hectares de parque, o Peterhof tem mais de cento e vinte fontes, todas elas de grande beleza e imponência.

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Exploramos lentamente o parque, respirando o ar fresco da manhã e simplesmente fascinados com tamanha beleza. Caminhamos pela avenida central até o Golfo da Finlândia, onde estava o embarcadouro do qual partem os ferryboats. Na volta para São Petersburgo usaríamos, com certeza, o ferryboat – oportunidade de um passeio de barco pelo Golfo da Finlândia e pelo mar Báltico. Confirmamos horário de saída, compramos os tíquetes e voltamos para o palácio, agora para explorar seu interior.
Se já estávamos perplexos com o exterior, imaginem ao depararmos com a riqueza e a historia do seu interior! Fantástico, mesmo, foi caminhar por todas as salas e imaginar como ali viviam as pessoas.
Terminamos a visita ao Palácio de alma lavada. As sensações vivenciadas ali são algo indescritível – tanto pela História como pela beleza.
De volta ao embarcadouro, partimos rumo a São Petersburgo, de ferryboat: uma volta tranquila durante a qual pudemos curtir o Golfo da Finlândia e o Mar Báltico. E na chegada a vista deslumbrante da cidade, da perspectiva de quem chega pelo mar.

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Dia 8
Havíamos planejado visitar Tsarkoye Selo, antiga residência Imperial dos Romanov , que recebeu o nome de Pushkin durante a época Soviética . Fica situada a 25 km, ao sul do centro de São Petersburgo e faz parte, assim como todo o Centro Histórico de São Petersburgo e o Peterhof , do Patrimônio Mundial da Unesco .
Esse seria nosso último dia na cidade. Nosso vôo para a Finlândia estava marcado para as 19h, deveríamos estar no aeroporto às 16h. Planejamos o dia para que a visita ao Palácio da Catarina acontecesse. Levantamos bem cedo, nos informamos a respeito do horário e local do ônibus que nos levaria ate lá. Mais uma vez não tivemos problemas.
Tsarskoye Selo era uma espécie de redoma para os czares da Rússia, como foi Versailles para os reis da França. Lá era recebida a realeza de toda a Europa e a nobreza russa. Compunham-no os principais palácios de uso exclusivo da família Romanov, como o Palácio de Alexandre e Palácio de Catarina. O terreno para a construção do palácio foi um presente do czar Paulo I à sua mulher, a czarina Catarina I que também construiu a Igreja da Anunciação (Blagoveschénskaya) – o “primeiro” Palácio de Catarina, uma construção de veraneio para a Família Imperial. Somente depois de Tsarskoye Selo ganhar a importância devida, é que a czarina Catarina II mandou construir o que conhecemos hoje como Palácio de Catarina.
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Chegamos a Pushkin no início da manhã: o parque começava a abrir seus portões. Iniciamos explorando os jardins. Caminhamos bastante, ainda éramos só nós por ali, a paz que o lugar emanava era fantástica.
O horário de abertura do palácio naquele dia não era o que dizia nosso guia. Teríamos que esperar – abriria às 12h. Então aguardamos: caminhando, caminhando e caminhando. Foi interessante ver o “’parque acordar”, os grupos chegando aos poucos, um flautista tocando sua música e até noivos comemorando ali sua união. Chegamos a Pushkin no início da manhã: o parque começava a abrir seus portões. Iniciamos explorando os jardins. Caminhamos bastante, ainda éramos só nós por ali, a paz que o lugar emanava era fantástica.
O horário de abertura do palácio naquele dia não era o que dizia nosso guia. Teríamos que esperar – abriria às 12h. Então aguardamos: caminhando, caminhando e caminhando. Foi interessante ver o “’parque acordar”, os grupos chegando aos poucos, um flautista tocando sua música e até noivos comemorando ali sua união.

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Ficar sentados, esperando e simplesmente admirando aquele imenso palácio, com sua fachada primorosamente adornada em estilo barroco, todo azul e branco foi fabuloso. Não percebemos, porém, que a fila para a entrada foi se formando e que só era permitida a entrada por vez de pequenos grupos. Na fila percebemos que nosso tempo ali estava acabando e que, infelizmente, esperar e entrar poria em risco nosso embarque para a Finlândia. Desistimos de conhecer o interior do Palácio. Foi uma pena, mas o passeio havia valido a pena.

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De volta ao ponto de ônibus, seguimos para São Petersburgo, com tempo para um lanche, pegar as malas no hotel e seguir rumo ao aeroporto.
Nosso próximo destino : Helsinque-Finlândia

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3 Comments

  • Reply Ana 14 de Março de 2012 at 15:40

    Ola Vera, Parabens pelo seu blog! Excelentes informações sobre a Russia, estou organizando uma viagem para la, estou com muitas duvidas e receosa pela barreira da lingua. Vi que contratou uma guia em St Petersburg, voce recomendaria ela a outros brasileiros? Li aq que voce foi de onibus para Peterhoff, é facil pega-lo ate la?
    Obrigada pela atençao.

  • Reply Antonio Rosa 16 de Maio de 2012 at 05:33

    Caríssima Vera e Familia estimo que estejam bem.,agradecido pelas imagens,já estive
    em alguns lugares desta maravilhosa cidade.
    Parabéns pelo seu blog.
    Antonio Rosa.

  • Reply Antonio Rosa 16 de Maio de 2012 at 05:37

    Desejo receber informações sobre cidades e lugares especiais.

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