Viagem de Bike

Via Claudia Augusta – Alemanha, Áustria, Suiça e Itália – 11 dias e 659Km

23 de novembro de 2016

Construída há aproximadamente 2.000 anos, a Via Claudia Augusta foi uma estrada utilizada pelos romanos para transportar mercadorias do centro do império para as ricas províncias germânicas do norte, através dos Alpes. A estrada começou a ser construída em 15aC, pelo General  Drusus e concluída 60 anos depois, em 46-47 DC, pelo filho de Drusus, o Imperador Claudius. A estrada liga o mar Adriático aos Rios Po e Danúbio. Hoje a Via Claudia Augusta é utilizada para passeios turísticos, principalmente de bicicletas, pois a maior parte da sua extensão é de ciclovias. O trecho bávaro começa na cidade alemã de Donauworth, com ciclovia que segue às margens do Rio Danúbio. No trecho da Áustria a ciclovia segue com visão dos Alpes, passando-se por pequeno trecho em território suíço. Ao chegar a Trento, na Itália, há duas opções de percurso. Uma que segue até Veneza e outra que segue até Ostiglia. O percurso total da viagem é de 770Km até Veneza. Nós escolhemos o percurso que segue até Veneza, mas pedalamos 659 km do trajeto oficial.

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Como sempre faço antes, de iniciar uma viagem pesquisei muito a respeito, li vários relatos e busquei informações no site oficial da Via– http://www.viaclaudia.org . Uma descoberta  importante na internet e que me ajudou muito foi  o  site http://pedalandonaviaclaudiaaugusta.blogspot.com.br No site, Luiz Claudio Garé  disponibiliza  em arquivo ( www.lcgare.com.br/roteirovca.pdf ) um roteiro com o altimetria e tudo. O arquivo impresso  nos acompanhou durante toda a viagem. 

Encontrei também o roteiro mapeado por GPS, no Google Earth. É possível fazer download: www.gpsies.com/map.do?fileId=hijwtwkfkijzsals  .     

Mas como já disse aqui sou daqueles que preferem o mapa impresso, com GPS não há possibilidade de erro. Eu sinceramente prefiro me perder e me achar várias vezes, apreendi que assim a possibilidade de interação aumenta e há sempre pessoas que se sensibilizam com você.

Antes de viajar comprei o guia mapa – disponível apenas em Italiano e Alemão  – pela internet através do site  oficial da Via Claudia Augusta. Optei pelo guia em alemão – sei que estão me achando  louca -, alemão!!!!! – mas a ideia era que caso acontecesse alguma problema, as pessoas do local poderiam ler e tentar nos ajudar. Eu acredito muito na linguagem gestual e desenhada.  Bom, comigo sempre funcionou até na Rússia.

De posse dos mapas do site oficial (www.viaclaudia.org) e dos meus mapas impresso partimos!!!!

Decidimos por levar nossas bikes,elas foram acomodadas  em uma mala –bike de lona leve, resistente e  funcional (http://ararauna.esp.br/). Não tivemos problemas e nem custos adicionais no transporte. Nos alforges o mínimo necessário para uma viagem de 15 dias, kit de ferramentas, Kit de primeiros socorros, e claro minha câmera fotográfica – duas –,eu sempre levo uma reserva.

O Zé Marques partiu de São Paulo para Munique ( Alitalia) e eu de Londres (Air France)para o mesmo destino (estava pedalando pelo interior da Inglaterra – assunto para outro post).

Encontramo-nos no hotel em Munique e lá montamos nossas bikes que chegaram inteiras e sem problemas. Ainda tivemos tempo para leva-las em uma oficina para uma revisão.

Ficamos dois dias em Munique e exploramos os locais de bike.  A cidade é detentora da boa fama de ser bike friendly, tem 22 mil vagas de estacionamento específico e espantosos 1.200 quilômetros de ciclovias. Não foi difícil chegar até as principais atrações históricas e culturais. A vantagem da bicicleta é poder decidir aonde ir , quando parar e fotografar sempre que algo chama atenção.

Começamos o passeio na Marienplatz, a principal praça da cidade desde a Idade Média.

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A Neues Rathaus é a construção mais imponente do centro histórico de Munique.  Construído entre os anos de 1867 e 1904 .

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Por todo o caminho, as torres da Frauenkirche, com suas cúpulas verdes em forma de cebola podem ser avistadas.

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A Mariensäule (Coluna de Maria) erguida em 1638 em comemoração ao fim da ocupação sueca após a Guerra de Trinta Anos.

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Seguimos pedalando com direito a parada para experimentar  a melhor cerveja do mundo ( segundo eles) e saborear os pratos típicos.

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Residenz, um palácio que por muito tempo serviu como a residência oficial de duques, eleitores e reis da Baviera.

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Hofgarten ou em português o Jardim da Corte

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1.  Etapa

De Munique a  Donauwörth  ( de trem)

De Munique seguimos de trem para Donauwöth, cidade onde está localizado o marco inicial da VIA CLAUDIA AUGUSTA. Na estação de trem não encontramos dificuldades nenhuma para adquirir os tickets. De lá sai de trem a toda hora.  O percurso é de apenas 1 hora e 30 minutos, o custo da passagem é de € 13,50 e taxa para levar a bike de €5,00. (é possível adquirir a passagem com antecedência ou ver os horários no site www.bahn.de) .

A viagem até Donauwoth foi tranquila e nossas bikes foram muito bem acomodadas. Chegando à estação de trem ouvi alguém me chamando, achei estrando, parei e vi um casal de brasileiros (Ana Paula e Edson) montando as bikes. Para minha surpresa eles me conheciam de um dos encontros do Clube do Cicloturismo. A garota confessou que um depoimento meu no encontro a teria feito refletir sobre o cicloturismo e que eu tinha uma participação na decisão deles estarem ali naquele momento (primeira viagem internacional do casal). Fiquei feliz.

Como nossos hotéis eram em caminhos diferentes nos despedimos e nos desejamos boa sorte. Sabíamos que em um momento ou outro iriamos revê-los. 

Seguimos para o Hotel Donau ( www.hoteldonau.de ). Nas paginas finais do guia oficial há uma lista de hotéis, optamos sempre que possível  escolher as acomodações citadas nele, pois com certeza eram hotéis onde as bikes eram bem vindas. Acomodamos-nos e fomos explorar a cidade. Tínhamos a tarde toda para isso.

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O Portão Rieder o única da cidade antiga que ainda existe e que fazia parte da antiga muralha que a cercava.

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Reichstrasse – coração da cidade, esta rua unia, no Sacro Império Romano, as cidades de Nuremberg e Augsburg.

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Donauwörth surgiu como um vilarejo de pescadores por volta do ano 500 d. C.

Devido sua localização, na junção dos dois rios – rio Danúbio e o rio Wornitz . Durante sua história se viu envolvida nas guerras religiosas da Reforma e da Contra-Reforma, e também na Guerra da Sucessão Espanhola.

Mas o que marcou a cidade foram os bombardeios nos dias 11 e 19 de abril de 1945, quando muitas construções foram destruídas e varias mortes ocorrem. Já em 1946 seu bravo povo recomeçou a reconstrução, pela sua rua principal, a Reichstrasse – coração da cidade, esta rua unia, no Sacro Império Romano, as cidades de Nuremberg e Augsburg. Ao longo da rua se vê um belo conjunto de casas burguesas.

Foi aqui que iniciamos definitivamente nossa pedalada …

2.  Etapa: primeiro dia de pedal

DONAUWOTH  A AUGUSBURG  – 73,64 KM

O marco inicial da Via Claudia, fica em frente ao escritório de informações turísticas e foi de lá que partimos. Mas antes entramos e conferimos as informações que tínhamos a respeito do percurso. Depois perguntei a recepcionista se não havia um passaporte ou coisa parecida para que eu pudesse registrar com carimbos o meu percurso. A garota disse que não e sugeriu que usasse um cartão postal e carimbasse atrás. Achei ótima a ideia. Ela pôs o nosso  primeiro carimbo. 

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Marco inicial – em frente a oficina de Turismo

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Logo depois do Marco inicial – inicio das sinalizações estão nesse parque lindo!

Partimos animados!!!!!Tao animados que nos esquecemos completamente de checar nossos mapas e nos deixemos levar pelas sinalizações. Saindo do marco inicial passamos por um parque lindo. Ele é o ponto de partida para NOVE ROTAS na Alemanha. Vimos a Placa da Via Claudia e seguimos. Depois dali as placas aparecem apenas com nomes de cidades, como disse – nem nos lembramos dos mapas de tão empolgados – e seguimos.

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Seguimos a placa verde – Havia lido que a sinalização era uma bicicleta verde – NÃO era bem assim…

Alguns quilômetros depois encontramos a placa vermelha (Rota Danubia) foi quando percebemos o ERRO então voltamos. Prestem atenção nas placas de sinalizações  mostrada acima – muito confusas!!!!! Se você pretende fazer a Via Claudia  não se esqueça que na placa tem que haver o nome da Via  em baixo da placa   – como mostra a ultima foto. Todas as cidades estão sinalizadas com a seta verde. É preciso estar muito atento, nós demoramos  para pegar a manha da sinalização. A verdade é que nos perdemos muito. E tivemos que voltar um bom trecho , foi então que  entramos em uma pequena cidade – Mertingen, paramos e decidimos checar os mapas. 

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A prefeitura da pequena cidade de Mertingen

De repente apareceu um senhor de carro, que percebendo a nossa cara de perdidos, se prontificou a ajudar – na linguagem dos sinais, claro. Ele conseguiu fazer com que entendêssemos nosso erro. Estávamos já saindo da cidade quando percebemos alguém de bicicleta tentando nos alcançar – quem era? Ele –  o Sr Roland Steider – que foi se certificar se realmente estávamos fazendo certo.

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pessoas que fazem diferença…hoje foi o Sr.Roland

Ele nos acompanhou até que chegássemos à rota da Via Claudia, pedalou com a gente por alguns quilômetros e tentamos manter uma conversa – viram porque eu gosto de me perder – para encontrar pessoas assim !!!!! ter a ajuda de estranhos faz com que a gente continue acreditando que há no mundo pessoas boas. Ele nos contou um pouco da cidade, da Via Claudia e de um site que ele mantem – www.klassentreffen-baeumenheim.de  com informações sobre os anos 40, 50,60…

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De volta à rota seguimos sem problemas, passando por plantações, trilhas em meio à floresta e depois ao lado do rio. Mas o percurso que pelas planilhas que nós tínhamos seria de apenas 47 km, com os nossos erros e acertos se se tornaram 73,64km. Mas foi ótimo, entramos em duas cidades que não estava na rota, conhecemos o Dr. Roland e encontramos um monte de maças pelo caminho.

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Chegamos a Augsburg por volta da cinco da tarde, o que nos deixou com pouco tempo para explora-la. Mas que importância isso tinha, era só mudar a programação. Deixamos para percorrer de bike os principais pontos turísticos durante a manhã do dia seguinte.  Em Augusburg tínhamos reserva no Übernacht Hostel  (http://www.uebernacht-hostel.de/) conseguimos chegar até ele sem problemas. A localização do hostal é excelente próximo à praça principal. Acomodamo-nos e saímos para explorar a região a pé. 

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Catedral de Augsburgo uma igreja católica romana ,fundada no século XII no estilo românico e com adições posteriores no estilo gótico do século XIV.

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Encontramos com a Ana Paula e o Edson, aqui na  praça – eles já haviam chegado a muito tempo e explorado a cidade; nós estávamos a procura de um restaurante. Mas uma vez nos despedimos.

Berço da família de Mozart, Augsburg é uma das cidades de maior importância histórica na Alemanha. É Linda ! Com um pouco de imaginação, andando pelas antigas ruas da cidade foi possível sentir a importância que Augsburg tinha na época da dinastia dos Fugger – família de comerciantes que na Idade Média era provavelmente a mais rica da Europa.

3.  Etapa: segundo  dia de pedal

 AUGSBURG A LANDSBERG AM LECH – 53,18Km

O plano inicial era sair pela manha e seguir até Schongau.  Mas como no dia anterior tivemos pouco tempo para explorar a cidade, decidimos ficar um pouco mais pela manha. Partimos já era quase meio-dia. Decidimos então  que nossa parada hoje seria em Landsberg am  Lech.  

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Ainda nos arredores de Augsburg passamos por um parque muito lindo, a ciclovia acompanha o percurso do Rio do Lech palco das provas de canoagem das Olimpíadas de 1972. Também é onde estão : a barragem  – Hochablass , o jardim Botânico e o zoológico da cidade.( nosso tempo não permitiu uma visita a esses locais).

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O percurso foi tranquilo, apesar de algumas vezes nos sentirmos confusos em relação à sinalização. Sempre que tínhamos oportunidades de encontrar uma pessoa (o que era difícil) confirmávamos a rota.

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Passamos por várias cidadezinhas, todas muito bonitinhas, com casas sempre repletas de flores,mas quase sempre tudo estava fechado (Siesta????). Às vezes pedalávamos longo trecho e não encontrávamos nem mercadinho – por isso leve sempre frutas e água suficiente para o dia todo.

 Nesse trajeto saímos da rota e visitamos as cidadezinhas de klosterlechfeld e Kaufering .

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Igreja Maria Hilf – Kloterlechfeld

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Depois de deixar kaufering ,voltamos a pedalar  à beira do Rio lech – um percurso  de lavar a alma e encher os olhos.

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Chegamos a Landsberg am lech a tempo de ir ate a oficina de informações turísticas , e conferir as vagas de hotel. Os indicados no guia estavam sem vagas. A recepcionista foi atenciosa. Ela telefonou para vários lugares e conseguiu um hotel na Praça Haupt (Hauptplatz), com vários prédios de fachadas em estilo barroco, como a prefeitura antiga e a torre Schmalz (mais antiga da cidade).  Não poderia ter melhor!  O hotel possui restaurante e mesas na calçada – perfeito! Antes de conhecer o quarto, sentamos ali com uma boa cerveja e fizemos o que mais gosto – observar o vai e vem das pessoas.

A cidade é muito bem preservada e convida para passear, admirar e ficar. É tão linda que não dá vontade de ir embora. Ela foi fundada no século XII por Heinrich dem Löwen (Henrique, o Leão). É cortada pelo rio Lech, com uma represa e cascata artificial com mais de 600 anos de idade. Também é a Cidade onde Adolf Hitler esteve preso em 1924 e escreveu seu livro Mein Kampf (Minha Luta), junto com Rudolf Hess. A cela ocupada por ele, de nº 7, tornou-se objeto de culto, visitada por grande número de simpatizantes do nazismo durante o seu período como Führer da Alemanha, entre 1933 e 1945.

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a charmosa cidade de Landsberg am Lech

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a vista da janela do nosso quarto

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pessoas que fazem diferença : Anne e Josef

4.  Etapa: terceiro  dia de pedal

 LANDSBERG AM LECH a FUSSEN – 84 Km

Na manhã seguinte partimos, mas foi difícil deixar essa pequena cidade. Ainda ficamos um tempo a beira do Rio Lech. E de lá seguimos. Nosso destino – Fussen.  Ficaríamos dois dias na cidade para que tivéssemos maior tempo possível para conhecermos a cidade e os Castelos de os Castelos  Neuschwanstein e o Hohenschwangau.

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Rio Lech

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Notem as placas – duas placas da Via Claudia -, uma para cada sentido. A Via Claudia Augusta atravessa muitos vilarejos e há  vertentes e roteiros diferentes  a serem seguidos, o que pode às vezes ser  confuso. Importante checar. Para o destino de hoje teríamos que seguir no sentido da cidade de Ellighofem. Apreendemos!!!!!!!!

Pelo mapa hoje seria um dia tranquilo, mas um pouco antes de chegar a Schongau, entramos em uma floresta longa, com chão de terra e pouca sinalização e enfrentamos as primeiras subidas fortes do caminho. Sim –  teve trechos que descemos e empurramos. Com alforjes às vezes fica difícil e não víamos razão para expor o corpo à estafa – tinha muito pedal pela frente.

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Continuamos nossa pedalada e íamos cada vez nos aproximando dos Alpes. Durante o percurso cruzamos pequenas cidades. A cada hora um cenário – de repente estamos numa floresta, depois numa cidade e logo após no meio de um campo. O percurso é fantástico, uma ciclovia que mais parecia um tapete. Pedalávamos sozinhos – nós e uma paisagem indescritível . Paramos muito para fotografar e agradecer.

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E avistamos os Alpes pela primeira vez.

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A chegada em Fussen foi memorável – com os dias mais longos, a lua chegava com o dia claro e nesse dia especialmente era lua cheia – Belissima!!!!

Seguimos direto para o Hotel Sonne (www.hotel-sonne.de ) localizado no centrinho da cidade.  Perfeito!!!!!!

Ficaríamos dois dias na cidade para que tivéssemos maior tempo possível para conhecermos a cidade e os Castelos de os Castelos  Neuschwanstein e o Hohenschwangau.

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Cidade originária da Idade Média, Füssen é rica em casas históricas. E um charme!

4 dia  –  Um dia de descanso – FUSSEN

Para chegar ao castelo fomos de bike até base da montanha ( 4km), onde foi possível comprar os tickets para visita-los. Chegamos cedo e não havia fila para compra dos bilhetes, mas tivemos que esperar quase duas horas. As visitas são agendadas e cada grupo tem vagas limitadas. O interessante é agendar antecipadamente pelo site www.neuschwanstein.de/englisch/tourist/ .

Na bilheteria fomos informados que não era permitido subir de bike até o seu topo, onde ficam os castelos. Tínhamos a opção de ir caminhando, de ônibus ou uma carruagem. Quando vimos às carruagens puxadas por cavalos lindos, não tivemos dúvida – decidimos por ela e sentir um pouco dos tempos da realeza.

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Visitamos primeiro o Castelo Hohenschwangau, residência do Rei Maximiliano II da Baviera, pai de Ludwig II e local onde este passou a infância. Toda essa região da aldeia ao redor, o lago e as montanhas, foram espaços onde o jovem Ludwig viveu. . A construção, que terminou em 1837, tem estilo neogótico a pedido do rei.

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Castelo de Hohenschwangau

Em seguida fomos caminhamos ate o Castelo Neuschwanstein – construído na segunda metade do século XIX, por encomenda de Ludwig II. Esse rei foi também chamado de “Rei Cisne” (devido sua fascinação por esse animal) ou “Rei Louco”  pelo comportamento excêntrico e negligente.

O desenho do Castelo de Neuschwanstein foi feito por um projetista de cenários teatrais, Christian Jank, em estilo Neorromânico. A vontade do Ludwig II era a recriação de um castelo ao estilo dos antigos castelos dos cavaleiros alemães. Ele consegui!

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O interior chama tanto a atenção quanto à parte externa.  São vários  salões luxuosos, dentre as quais os que me deixaram de “queixo caído” foram: o Salão dos Cantores e o Salão do Santo Gral. No Salão dos Cantores há referências do salão de festas de Wartburg, com a diferença de que no salão do Castelo de Neuschwanstein nunca foi celebrada nenhuma festa.  O Salão do Santo Gral era o preferido do Rei Luís II, pois misturava sua paixão pela Idade Média com as técnicas mais modernas de sua época. Além desses salões, a Sala do Trono também é marcante para os visitantes por seu esplendor. Com dois andares e 15 metros de altura, possui um candeeiro com pedras preciosas incrustadas e, na parede ao redor do pedestal do trono, uma pintura com Jesus e os 12 apóstolos. Infelizmente não é permitido tirar fotografias do interior.

vista da janela de um dos quartos do castelo ( aqui a guia permitiu que eu fotografasse)

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Marienbrucke (Ponte Maria), de onde se tem a mais bela vista do castelo.

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Outra curiosidade é que esse castelo foi o que inspirou Walt Disney a desenhar o castelo da Cinderela – o principal castelo de todos desenhados e que é inclusive símbolo da Disney.

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Terminamos as visitas enriquecidos com tanto História. Tivemos uma aula incrível sobre o lugar e as pessoas que lá viveram. 

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Lago Alpsee

Voltamos caminhando ate o local onde havíamos deixados nossas bikes e seguimos explorando  vila de Schwangau ficamos por um tempo sentados a beira do Lago Alpsee – admirando e agradecendo. De lá voltamos para Fussen.

Para continuar a leitura da segunda parte clique aqui !

 

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4 Comments

  • Reply Fatinha 26 de novembro de 2016 at 18:47

    Bacana demais! Me fez recordar qdo fui a fussen tbem de bici, fizemos uma trilha e deixamos a bici pertinho do castello haha. E fizemos o giro do lago, magnifico! Ótimo ler sobre suas aventuras Vera.

    • Reply Vera Marques 26 de novembro de 2016 at 20:07

      Obrigada Fatinha!!!! Realmente foi um percurso lindo. Estou amando compartilhar. Ainda vamos pedalar juntas. Bjs

  • Reply Benedito 12 de agosto de 2017 at 19:25

    Estou embarcando para Munique amanha, vc poderia indicar um lugar para comprar o mapa fisico?

    • Reply Vera Marques 13 de agosto de 2017 at 11:32

      Oi Benedito eu comprei em uma livraria, infelizmente não me lembro o nome. Não foi difícil encontrar.
      Boa viagem

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