Bergen…protegida por sete montanhas,sete fiordes e pelo mar

//Bergen…protegida por sete montanhas,sete fiordes e pelo mar

Bergen…protegida por sete montanhas,sete fiordes e pelo mar

Continuamos o percurso, chamado Norway in a Nutshell, e não foi absolutamente diferente do trajeto de Myrdal a Flan. Durante todo o percurso, pegamos desde pancadas de chuva até garoa. Mas em nenhum momento essa condição diminuiu a beleza da viagem.

Chegamos a Bergen no final da tarde. No porto pedimos informações, pegamos os mapas e seguimos a pé até o hotel.

No caminho começou cair uma chuvinha, o que não nos impediu de continuar a pé: estávamos preparados, havíamos lido que em Bergan chove em média 300 dias por ano.
Chegamos ao hotel – Thon hotel Bergan Brygge. Nossas reservas estavam certas e a localização, mais uma vez, privilegiada. Deixamos lá nossa bagagem e menos de 10 minutos, depois já estávamos nas ruas – nossos amigos iriam depois.

Bergen está situada, ou melhor, “protegida” – como gostam de dizer seus habitantes – entre sete montanhas, sete fiordes e pelo mar. Sua fundação remonta a 1070, época do declínio viking. O rei Olav Kyrre, conhecido como “o Manso”, escolheu a região devido a seu porto natural. Sua escolha estava certa e a cidade cresceu rapidamente, tornando-se por muitos séculos a maior da Escandinávia. No século XIII, Bergen tornou-se a capital da Noruega. Hoje é a segunda cidade do país, com 250 mil habitantes. Bergen fez parte da poderosa Liga Hanseática, uma espécie de Mercado Comum Europeu, que uniu dezenas de cidades do norte da Europa no fim da Idade Média.
A principal atração da cidade é ela mesma: andar pelas ruazinhas e se deliciar com paisagem das montanhas que a cercam.

Começamos a explorar a cidade visitando o castelo e a Torre Rosenkrantz, destruídos em 1944 após a explosão de um navio carregado com 126 toneladas de explosivo. A torre pode ser visitada, mas nós optamos por ficar do lado de fora, admirando a beleza do local. No momento em que lá estávamos, deu-se início a um ritual de hasteamento de bandeira. Foi interessante ficar ali observando.

De lá seguimos em direção ao Bryggen, um conjunto de casinhas medievais tortas e com escadinhas que balançam a cada pisada.
Bryggen é o que resta do antigo cais do lado este do porto central de Bergen, área reconstruída no seguimento de um incêndio que reduziu a cidade a cinzas, no correr do ano de 1702. Hoje, tudo o que resta da estrutura original de Bryggen é um quarteirão recuperado sob a égide da UNESCO, uma espécie de museu vivo e ao ar livre, exibindo parte da história cultural da região: a arquitetura, o artesanato, os ofícios tradicionais, as artes ligadas à pesca.
Para saber mais sobre essas curiosas casinhas, fomos ao Bryggen Museum. O museu mostra a importância da cidade, em tempos passados, através de escavações feitas ali dentro mesmo, e reconstituições de como eram as casas medievais, baseadas em objetos encontrados. É fascinante imaginar que essas casinhas de madeira suportaram exatos 937 invernos, que lá são longos e extremamente rigorosos.

Apesar da chuva fina e constante, continuamos nossa jornada, andamos muito, já exaustos passamos por um mercado, compramos vinho e pizza. O piquenique hoje seria no quarto do hotel.
No dia seguinte…
acordamos com o sol batendo na janela,nem acreditavamos o dia estava lindo!!!
Saímos do hotel muito cedo, o café da manhã seria em uma padaria (Baker Brun de 1893) próxima mercado. O objetivo era observar o “acordar” do mercado. Às 7h, as pessoas começam a preparar suas bancas. Ali são vendidos diversos tipos de peixes e frutos do mar.

De lá resolvemos pegar um bonde para o topo do Mount Ulriken
Lá em cima da maior montanha, que guarda a cidade – são 642m –, a vista é deslumbrante. A manhã estava perfeita, o vento não soprava forte. Foi possível caminhar na montanha. Permanecemos ali por duas horas, esperamos a cafeteria abrir – um lugar muito charmoso –, tomamos um chocolate quente e voltamos para o bonde. Incrível, assim que saímos, o tempo ficou nublado e o morro totalmente encoberto. Fomos abençoados.

Voltamos para o Mercado de peixe considerado uma das “maiores atrações turísticas” de Bergen, e parece não haver um grupo de excursionistas que não pare um instante nas suas bancas.
Chama a atenção a exuberância das palavras, em italiano, que se ouvem vindas dos atendentes atrás das bancas. Ao perceber nossa presença, arriscavam o espanhol. Um jovem convidou – nos a provar as iguarias, entre as quais, um delicioso pedaço de salmão defumado, grelhado com especiarias, e carne de baleia. Pedimos um bacalhau norueguês. Comer um bacalhau por ali foi frustrante, não é um peixe muito comum no mercado.
Acabamos comendo mesmo um belo salmão grelhado com camarão, acompanhado de uma cerveja norueguesa. Simplesmente divino!

Do mercado, fomos para o Monte Floyen; para lá chegar, utilizamos o funicular. O Monte Floyen é outro dos emblemáticos cartões-postais da cidade e a fama é, nesse caso, perfeitamente justificada.

Do alto do Monte de Floyen, tem-se uma vista impressionante dessa cidade-porto. Os fiordes são visíveis, agora repletos de barcos e navios, confirmando sua vocação de estradas líquidas. Vendo de lá, ficou mais fácil de entender por que os barcos são considerados a alma dos noruegueses, e o mito de que em suas veias circula sangue com água salgada.

Voltamos do Monte Floyen e continuamos a explorar a cidade. Vimos no mapa um museu que nos chamou a atenção – o Hanseatiske Museum. Decidimos visita-lo.
O museu está localizado em uma preservada casa de madeira. No século 18 era um hospital para leprosos – o St. George’s Hospital.Um lugar interessante, mas também triste de se ver. Os quartos em que se acolhiam as pessoas eram minúsculos.

O dia tinha estado perfeito: choveu pouco, foi possível caminhar bastante sem que a chuva atrapalhasse. O fim do dia tiraríamos para explorar as lojinhas no Bryggen e encerrá-lo em um dos restaurantes ali.
Nossa sonhada viagem para os fiordes noruegueses estava chegando ao fim. Bergam era nossa última cidade na Noruega. Os fiordes são, sem dúvida, um dos destinos mais belos do mundo, ao qual podemos agregar, sem temor e equívoco, um povo carinhoso, gentil e acolhedor.
Nosso próximo destino: Dinamarca…

2009-09-22T16:32:00+00:00

About the Author:

One Comment

  1. Rádio Motorola 11 de outubro de 2011 at 15:23 - Reply

    muito bacana o lugar e parece ser bem descontraído

Leave A Comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.