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Caminho da Fé – 6ª Etapa -Borda da Mata/Estiva

30 de julho de 2018

No Caminho da Fé – 6ª Etapa

Borda da Mata / Tócos do Moji / Estiva

Segundo o Samir ( Hotel Village) – que também pedala -, o trecho de hoje seria um dos mais difíceis, com muitas subidas e descidas. Eu já estava me acostumando com essa versão, em cada parada era sempre assim – esse trecho é muito difícil… Mas, cá entre nós, o Caminho da Fé é todo assim.

Sem dúvida , foi outro  dia de enfrentar grandes subidas, mas também de ganhar confiança. Empurramos pouco, pedalamos pouco e assim seguimos subindo e descendo. Durante uma cicloviagem, vamos ganhando condicionamento dia a dia e a cabeça também vai entrando no ritmo.

Chegando a Tócos do Moji fomos direto para o bar do “Zé Bastião”, por conta dos famosos pastéis com massa de milho. Uma iguaria diferente e gostosa.

A pequena cidade estava toda preparada para a Copa Do Mundo, com muito verde e amarelo.

O nome da cidade não deriva da palavra toco (de madeira) e sim da palavra grega TOKOS, que significa “ação de conceber,” ou seja, onde o rio Mogi ou Moji é concebido, onde ele nasce. E a pronuncia correta do nome é Tócos do Moji e não Tocos do Moji como pode parecer

Depois dos pastéis e de carimbar as credenciais passamos pela Igreja de Nossa Senhora Aparecida e partimos rumo a Estiva.

Restávamos enfrentar mais 22 km até Estiva.

Por todo o caminho avistava-se plantações de morango. As culturas estavam distribuídas por toda a região montanhosa, o que exigia um bom preparo físico dos agricultores. Numa dessas propriedades encontramos a cerca aberta e uma barraca com muitos morangos. Não havia ninguém, chamamos por alguém e nada. Olhamos uma para outra decidimos experimentar o fruto. Eu nunca havia comido um morango tão macio e tão doce. Para não abusar da generosidade saímos dali sem levar um morango.

O trecho entre Tocos de Mogi e Estiva foi realmente difícil ( mas lindo!!!) : as subidas e descidas são muito intensas e formam uma espécie de “M”, ou seja, você sobe muito e na sequência já tem uma descida forte.

Estiva

Chegamos!!!!Por volta das 16hs já estávamos sentadas na Padaria Santa Gertrudes que fica embaixo da Pousada Poka tomando uma cerveja gelada. Ficamos ali sentadas, descansando um pouco, quando nos perguntaram se não havíamos encontrados três ciclistas. Segunda a esposa de um deles eles estavam perdidos, provavelmente um momento de desatenção saíram do percurso. O Caminho é todo sinalizado, basta ficar atento às setas amarelas. Elas estão pintadas em postes, muros, cercas, barrancos, costas de placas das estradas, entre outros lugares. Não demoraram muito eles chegaram e realmente em uma bifurcação não viram as setas e passaram.

Os únicos ciclistas que encontramos no percurso – Luciano, Ricardo e Nísio

Para nós esse encontro foi divino!  Maria, esposa de um dos ciclistas que estava dando apoio, foi muito gentil e simpática com nós. Quando soube que estamos pedalando com alforjes foi logo se prontificando para levá-los . Realmente foi uma benção .Teríamos a partir de Estiva serras mais temidas do que aquelas que já tínhamos enfrentado.

A logística

Precisávamos apenas estudar a logística.Eles tinham dia para chegar a Aparecida e reservas de pousadas feitas – diferente de nós. Foi ai que entrou outra pessoa incrível – o Pokinha, filho do dono da Pousada. Depois da negativa dos hotéis de Aparecida em receber nossas bagagens antes da gente, concluímos que o melhor lugar para a Maria deixar os alforjes (para evitar todas as subidas com peso) seria em Potim, distante apenas 5 km de Aparecida.

Ele ligou para o Beto do Restaurante e pesqueiro Caminho da Fé, conversamos e ele prontamente aceitou receber e guardar nossas bagagens. Então despachamos quase tudo, ficamos apenas com o mínimo do mínimo. O que mais pesava nos alforjes eram as capas das bikes, normalmente uso caixa de papelão e quando chego jogo fora e no destino final procuro por outra. Mas, como existia a possibilidade de chegar no domingo. Ficamos com receio, pois estávamos de ônibus e eles não aceitam bikes sem estar embaladas.

 A Maria foi um dos anjos do caminho. Aliviada foi só dormir e acordar cedo no dia seguinte.

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