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Caminho da Fé de bike – 1ªEtapa – Tambaú / Vargem Grande

30 de julho de 2018

Caminho da Fé : o ponto de partida – Tambaú

Para chegar até lá saindo de Araçatuba, tivemos que nos deslocar até Ribeirão Preto e lá decidimos seguir de táxi até Tambaú.

No dia anterior entrei em contato com a Associação dos Amigos da Fé (https://www.caminhodafe.com.br/ ) que prontamente se ofereceu para deixar nossas credencias na Pousada Restaurante No Caminho, onde nos hospedaríamos. Portanto, na manhã seguinte foi possível partir logo cedo.

Tambaú é a cidade onde viveu o Padre Donizetti . Na década de 50, foi cenário de um fenômeno sócio religioso que impactou diretamente todo o município. Há informações de que o padre ficou conhecido quando curou as pernas cheias de feridas de um vendedor ambulante de vinho.

O homem contou o milagre que o padre realizou para os comerciantes das cidades vizinhas, e em poucos dias os romeiros começavam a chegar a Tambaú para receber as bênçãos. A partir de então os milagres que realizava extrapolaram os limites do pequeno município da região de Ribeirão Preto. Aproximadamente 40 mil visitantes chegavam todos os dias à cidade da fé.

Antes de partimos esperamos que as portas da Casa Museu , fossem aberta para que a visitássemos. Um lugar muito interessante. A quantidade de objetos impressiona, não só pela quantidade, mas também pela diversidade de itens : óculos, muletas, próteses ortopédicas, capacetes, além de objetos pessoais e centenas de fotografias de romeiros do Brasil inteiro. Fiquei atenta observando tudo, desde os quadros de família nas paredes até o órgão utilizado nas cerimonias religiosas. Imaginar multidões ali a espera de um milagre, realmente emociona.

Casa do Padre Donizetti – Museu

De lá visitamos o Santuário. É grande, mas sem atrativos arquitetônicos. Tudo é muito simples.

Santuário Nossa Senhora Aparecida

 Logo depois de explorar a pequena cidade  seguimos para a nossa primeira etapa:

1ª Etapa  

Tambaú / Casa Branca/ Itobi/Vargem Grande do Sul

69,9Km

Saímos da cidade sempre seguindo as setas amarelas, que não demoraram a nos apontar as trilhas dentro das plantações que cercam a cidade de Tambaú: cana de açúcar, café, eucaliptos, foram às primeiras plantações e as mais frequentes, depois apareceram plantações de batata, soja, e até girassol, tendo como resultado – um belo visual!

O caminho neste primeiro trecho é de fato muito bonito com muita diversidade das culturas agrícolas da região, nenhuma grande serra, apenas alguns morros, mas sempre em trilhas e na terra vermelha fofa. Quando menos esperávamos, já estávamos em Casa Branca. Foi um percurso tranquilo – acredito ser o reflexo da empolgação do primeiro dia.

Logo depois, chegamos a Casa Branca por volta das 12h30min  e seguimos direto para a praça da cidade – muito charmosa, ali escolhemos um local para o almoço. Após,visitamos a  Igreja Nossa Senhora das Dores.

A Matriz impressiona! A arquitetura é uma mescla de estilos: clássico, barroco e renascentista. Uma beleza incrível em cada detalhe.

Igreja Nossa Senhora das Dores

A seguir paramos para uma visita ao Santuário do Desterro.

Santuário Nossa senhora do Desterro

O Santuário, dedicado a Nossa Senhora do Desterro, foi construído em 1936, e  tornou-se um verdadeiro oásis espiritual, recebendo peregrinos de diversos pontos do Estado, principalmente no mês de Agosto, quando, há mais de 80 anos, ocorre a tradicional Festa do Desterro. É um dos maiores orgulhos de Casa Branca.

O Santuário proporciona uma visão privilegiada de toda a cidade, que chega a ser pequena quando comparada com a grandeza do complexo do Desterro. O local fazia parte de uma fazenda conhecida desde tempos memoráveis, por uma casinha caiada, a Fazenda Casa Branca.

No chamado alto da Boa Vista, o coronel João Gonçalves dos Santos, decidiu construir uma capela, pagando assim uma promessa feita à Virgem Maria.

Da mesma forma outros alcançaram graças através da devoção à Santa e logo a capela era pequena para tantos devotos. Somente em 1936 o prédio ganhou a aparência atual.

Visitamos o santuário e carimbamos nossas credenciais. De lá continuamos a seguir as setas amarelas que nos levaram em direção a Itobi.

Os primeiros quilômetros são feitos atravessando a cidade e depois por um bosque de eucaliptos. Seguimos sempre pelo caminho oficial, margeando plantações de sorgo (cereal, utilizado para alimentação animal e humana), subindo e descendo pequenas colinas até chegar a Itobi que, em língua tupi, significa “rio verde”.

Em Itobi, o caminho simplesmente passa na entrada da cidade, no km 378. Ou seja, a praça central está a 300 metros do caminho é preciso entrar se quiser visita-la. Entramos para visitar a igreja. Infelizmente estava fechada. Então foi só o tempo de encontrar o Hotel Ipê para carimbar a credencial e renovar o estoque de água.

De volta ao caminho, olhando em perspectiva posso dizer que esse dia foi bem tranquilo. O caminho segue direto até Vargem Grande do Sul por um trecho em uma rodovia asfaltada e sem acostamento. Um pouco mais adiante, o caminho sai da estrada e segue novamente por estradas rurais. Infelizmente, por conta do trânsito de caminhões nesse trecho –  intenso e com à terra solta , acabamos por engolir e aspirar bastante poeira.

Seguimos pedalando. No final de longa reta, entramos à direita numa pequena porteira, acessando outra grande lavoura de cana, recém-colhida.

Mais adiante , em uma bifurcação seguimos à esquerda, por uma agradável estradinha arborizada, em meio a inúmeras e bem cuidadas chácaras, até adentrar, finalmente, ao perímetro urbano.

Logo após  percorrer algumas ruas pavimentadas, passamos ao lado de uma enorme estátua de Cristo.

De acordo com os moradores, esse monumento representa o “cartão de visitas” da cidade. Está localizado em uma elevação, em uma grande e movimentada avenida.

Após uma breve parada, seguimos para o centro da cidade em busca de hotel. Na mesma rua que subíamos  vimos o Hotel Luar Plaza. Decidimos nos acomodar por ai. Pois, já era 5h da tarde e a fome começava a dar sinais. Tudo que queríamos era um bom banho e explorar a pequena cidade, agora em busca de um restaurante. Não foi difícil, jantamos em uma cantina bastante charmosa – Varanda Restaurante e Pizzaria, ótimos garçons e ambiente aconchegante.

Em projeto  recente, em um trecho de 12 km do Caminho da Fé, a cidade ganhou da iniciativa civil, uma Via Crucis com 15 estações, em comemoração aos 300 anos da aparição da Padroeira do Brasil.

Vargem Grande do Sul conhecida como “A Pérola da Mantiqueira”, surgiu de uma antiga estrada boiadeira ou francana no século XVII, por onde percorriam bandeirantes em busca de minas de ouro .

Até hoje a população tem na tradicional Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana a lembrança dos antigos tropeiros que deram origem ao povoado.A data oficial de sua fundação é 26 de setembro de 1874.

2ª Etapa

Vargem Grande do Sul/ São Roque da Fartura /Águas da Prata

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