Ketchikan

Ketchikan

3º dia  
A surpresa da chegada à primeira cidade do Alasca
Ketchikan é o “Porto de Entrada”, justamente por sua posição geográfica. É a mais antiga cidade do Alasca, localizada no extremo sul do estado. Conhecida como a “capital do salmão”, foi construída em grande parte sobre armações, diques e estacas à beira d’água, pois fica ao longo da costa da Ilha Revillagigedo.
É também conhecida como a capital americana da chuva. Diz-se que é impossível passar quarenta minutos nesse antigo povoado, famoso pelo salmão que produz, sem ser atingido por grossas gotas de água gelada. Chegamos pela manhã com chuva e, já na terra, vimos que a cidade é um delicioso amontoado de casinhas coloridas e espremidas na encosta de uma montanha viçosa.
Um fato interessante na cidade é que, ao contrário de outras que medem a quantidade de chuva em polegadas, lá eles medem chuva em pés. A cidade tem em média 13 pés de chuva por ano! Isto é equivalente a quase 4 metros! É muita chuva, mas se não chovesse, a paisagem não seria tão deslumbrantemente verde, os rios não teriam tal quantidade de salmão e não daria para acreditar que estávamos navegando perto do fim do mundo.
A chuva fina não deu trégua; optamos, então, por locar um táxi para explorar a cidade. Deixamo-nos levar pela orientação da taxista – uma senhora muito simpática. O primeiro passeio foi uma visita ao Totem Bight Park – a 16 km.do centro da cidade -, lugar em que se encontra a maior coleção de totens do mundo, deixados por comunidades Tinglit, nativas da região. Uma coleção de mais de 30 totens originais, muitos centenários.

E, finalmente exploramos a cidade e a histórica Rua Creek, antigamente uma zona de prostituição. A rua tem uma série de casas de madeira coloridas, construídas sobre palafitas e ligadas por uma calçada de madeira. Segundo os moradores, o riacho sob a rua enche-se de salmão na época da desova.
Visitamos o bordel da Dolly, preservado maravilhosamente bem, e, ao entrar, sentimos que realmente o ambiente nos faz nos sentir como se estivéssemos recuando no tempo. Os quartos dispõem de papel de parede e mobiliário originais, e estão cheios de produtos vintage fascinantes. Dolly viveu até 72 anos de idade, a maior parte desse tempo nessa casa. O bordel funcionou até os anos 60, hoje funciona como o pequeno museu, onde uma senhora caracterizada de Dolly nos recebeu e contou toda a história da casa e de sua famosa moradora.





2018-12-01T16:49:52-03:00

Sobre o Autor:

4 Comments

  1. Anônimo 18 de dezembro de 2010 em 23:37 - Responder

    Vera, parabéns pela iniciativa de compartilhar seus olhares e lugares. Ver as fotografias e comentários deixa qualquer um encantado, e com vontade de ler muitas páginas desse livro – mundo. Estou agregando conhecimento, cultura, uma nova visão do que é viajar através das suas experiências. Grande abraço, parabéns mais 1 vez. Alysson (Paulo Afonso/BA).

  2. Anônimo 9 de março de 2011 em 01:16 - Responder

    Conheci seu trabalho pelo jornal Folha da Região de Araçatuba e gostaria de entrar em contato com você. Meu e-mail é miltonkawakami@yahoo.com.br

  3. talita 23 de março de 2011 em 16:50 - Responder

    Vera!!
    Também acredito que os ganhos com uma viagem ninguém nos tira!
    Tenho um blog de viagens, que pelo o que li aaqui, imagino que vai gostar também!
    http://www.domundoaofundo.com.br

  4. Fatinha Morais 10 de maio de 2016 em 06:06 - Responder

    ???

Deixar Um Comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.